DIVAGAÇÕES DE UM CIDADÃO QUE NADA SABE DE POLÍTICA, OUVE NOTÍCIAS ÀS VEZES E LÊ CABEÇALHOS DE JORNAIS DE QUANDO EM VEZ, CONSIDERANDO-SE UM PORTUGUÊS COMUM.
OS SETE PILARES DA SABEDORIA:
Inteligência, Conhecimento, Paciência, Prudência, Justiça, Honestidade e Coragem
_________________________________segunda-feira, 11 de outubro de 2010
DE CRISE, EM CRISE, PELA CRISE
Todos se interrogam sobre o que vai acontecer, se o O. E. não for viabilizado.
- Ficamos sem governo? com governo que não pode governar? Vem o Lobo Mau (FMI) comer o José Capuchinho Sócrates Vermelho? ou virá deitar a baixo a casinha dos 3 Porquinhos? (sejam lá eles quem forem.)
A chamada direita e centro-direita, apelam, pateticamente, para o "bom senso" de um individuo, que à partida nada tem a ver com o assunto, pois não passa do líder de um partido que não está no governo, nem ele ( líder) tem assento na Assembleia da Republica, pedindo-lhe que seja "bonzinho" e "patriota-responsável", que deixe o orçamento passar porque se o não fizer:
ARMAGEDÃO - DILÚVIO UNIVERSAL - AS 7 PRAGAS DO EGIPTO
cairão sobre este jardim à beira e ainda por cima mal, plantado.
A chamada esquerda e extrema-esquerda, estão-se a borrifar para o assunto, até porque essas coisas do "bonzinho" e do "patriotismo-responsável", não lhes diz respeito, pois são adeptos de «internacionais» ultrapassadas e que já nada representam.
[ uma bucha: interrogo-me a quem iriam estes pedir dinheiro - se fossem governo - para fazer face às dividas do país? Coreia do Norte?]
No meio, à frente e atrás, desta bagunça, está quem a este ponto de não retorno, levou o país : o governo e o partido que o suporta (ou será o inverso? - mais um ponto de interrogação).
E por muito que eu me pasme, continuam a gozar com a malta toda, a gastar à tripa-forra, e a rirem à gargalhada, vendo o ónus da decisão a queimar nas mãos de quem sequer foi tido ou achado, para se chegar à situação em que nos encontramos. ( Não será demais lembrar que o indivíduo nunca teve funções governativas nem sequer foi deputado na anterior legislatura).
E é interessante saber que o motivo de regozijo dos membros do governo e do seu partido, a sua arrogância a roçar o insulto, são os resultados das sondagens, indicando que os eleitores penalizam muito mais quem não tem culpas no cartório, e muito menos, quem a este porto levou o país.
Admirável, não ???
Mas ainda mais interessante, é que, segundo as mesmas sondagens, os eleitores favorecem quem se está nas tintas, para o que venha a acontecer, os tais da esquerda e da extrema consequente.
É isso mesmo que está a pensar: para entender esta gente, vamos recuar ao tempo em que os Romanos, andavam por estas paragens, e alguém, disseram que foi César, terá afirmado:" - Nos confins da Ibéria existe um povo que não se governa nem se deixa governar". - gente esquisita, esta do meu país.
MUITO SEI EU !!!!
domingo, 3 de outubro de 2010
O TEMPO PERGUNTA AO TEMPO ?

Chegou-me à mão, por mero acaso, no passado dia 2 do corrente, um exemplar de «NOTICIA», o jornal de João Charula de Azevedo.
Não o exemplar da foto - que fui buscar à net e só serve para mostrar que a revista existiu - mas a publicação de 19 de Setembro de 1970.
Esta revista era de "consumo obrigatório", na linda Luanda dos sixty e dos poucos seventy
A sede de passar aos sentidos o toque do papel, o grafismo, o cheiro, foi saciada de imediato. O prazer da recordação veio a seguir, pela visualização dos anúncios publicitários. Interessante, esta faceta da publicidade. Marco de referência da nossa posição no tempo e no espaço.
E no fim da revista lá estava ela: "A CHUVA E O BOM TEMPO " - o artigo de opinião de João Fernandes. Li-o duas vezes, a primeira com sofreguidão, a segunda com atenção. A actualidade daquele artigo é um fenómeno, pois tanto quanto sei, João Fernandes nunca foi sujeito para virado para essas coisas de adivinhação de futuros, no entanto, ali estava aos meus olhos, um artigo escrito há 40 anos, e no entanto, parecia ter sido na semana passada.
Sem autorização de ninguém, e com imenso respeito e devida vénia, passo a transcrever a passagem que me despertou todo este entusiasmo:
" O importante, o conveniente, não é que um jornal ou um jornalista, denuncie escândalos pequenos ou grandes. O que importa, o que interessa, é que determinadas pessoas não façam determinados disparates ou patifarias, porque temem a reacção da opinião pública, informada pelos jornais. Talvez se consiga, assim, prevenir em vez de remediar ... Quem poderá ter mais interesse nisso do que a Administração pública?"
e conclui,
" Ao governo, efectivamente, nada poderá interessar mais do que ver analisados e discutidos projectos que tenha e de que podem não ter sido meditadas todas as consequências."
Sábias palavras. Foram escritas em Angola, há 40 anos, tinha o nosso primeiro entrado para o liceu ( e não era domingo).
domingo, 22 de agosto de 2010
A JUSTIÇA, O PORTO E O PAÍS
A obra de Leopoldo de Almeida, plantada na frente do Palácio da Justiça no Porto, representa de forma clara e precisa a forma como se faz a justiça neste país:
- Não tem os olhos vendados;
- A balança está recolhida;
- A espada está em descanso.
Ou seja,
- Vê quem vai julgar (quando é suposto ser cega);
- Não pesa os valores feridos (nem os motivos da infracção);
- Atribui um veredicto que não não contará com o peso da sua espada.
Intriguista ou não, não deixa de ser interessante. Mesmo que não tenham sido estes os motivos que inspiraram o escultor, nada me impede de a ver desta forma.
Mas a "Mui nobre e Invicta", não se fica por aqui.
Mesmo em frente ao dito palácio, no Jardim da Cordoaria, decidiu a edilidade colocar a escultura de Juan Muñoz:
"13 a rir uns dos outros"

domingo, 4 de julho de 2010
DA CORAGEM E DA HONRA

domingo, 27 de junho de 2010
OS PEDINTES, OS PEDINCHAS E A PEDINCHISE - Parte 2 ( ou vice-versa)
E daí, a por o Zé Povinho, a fazer o que ao Estado é devido, pelos impostos que lhe entrega, foi um instante.
A imaginação cresceu sem limites, criaram-se "Ligas", "ONG's", e sei lá mais o quê, tudo com o mesmo fim.
E tudo pede e todos dão!
Um € a cada um não custa nada, e se todos derem, compra-se mais uma máquina para hemodiálise, e ainda sobra para uns ramos de flores para futuras ministras.
O que se esquecem de dizer ao povo é que cada Euro nos custou 200$00 (duzentos escudos). E quando o princípio era: se cada português me desse 1$00, eu fico com dez milhões de escudos, ou seja, dez mil contos.
Agora as contas são um pouco diferentes,para melhor, pois com o preço do Euro a 200$00, eu não ganho 10 mil contos, mas sim 2 milhões de contos, repito: DOIS MILHÕES DE CONTOS. Nada Mau. Mesmo nada Mau.
Força Mecenas.
Mas o mal, o verdadeiro mal, não é o contribuir, é o destino que o(s) governo(s) dá(dão) às receitas assim conseguidas.
O Mal é que o governo, ao saber do resultado dos peditórios logo faz as suas contas: Isto quer dizer que ainda há margem para continuar a espremer o povo.
São autênticas sondagens, e bem mais fiáveis que as encomendadas às empresas da especialidade.
É por estas e por outras que só sou um contribuinte porque a isso sou obrigado.
MUITO SEI EU !!!!
quinta-feira, 24 de junho de 2010
OS PEDINTES, OS PEDINCHAS E A PEDINCHISE (ou vice-versa) - Parte 1
Faleceu Oliveira Martins, sem conhecer o resto, mas a tradição manteve-se: acabadas as colónias, foram de chapéu na mão pedir por essa Europa fora, até conseguirem entrar na CEE.
E lá vieram os abençoados fundos estruturais.
Aconteceu no entanto, que com a alteração de CEE para UE, e pelo prazo decorrido, fechada foi a torneira dos "fundos fodidos" (desculpem, os fundos, embora fossem designados "perdidos", na realidade eram bem pior que isso), e não vislumbramos, para já, a quem recorrer, a não ser que um qualquer "Magalhães", descubra maneira de se sair desta (segundo o nosso 1º declarou quando os foi vender ao Chavez todos os seus ministros o usam...)
Mas já me estou a afastar do tema ou não, pois como vimos, prática de pedintes já nós a tínhamos.
Continuando ... tanta viagem insegura, teve como resultado ( ora por deserção das suas obrigações, ora por encantamento de outras belezas mais atraentes) um decréscimo de pais portugueses, ficando as mulheres desamparadas, sem meios de subsistência, e pronto: há que estender a mão à caridade (se tivesse sido só a mão...) Tinha sido oficializada a pedinchise!
-Caro cidadão, contribua com o que poder, para a casa das viúvas e orfãs dos naufrágio!
- E o Governo o que faz? Autoriza o peditório! Fica a Pedinchice Legalizada!
Assim, e ainda hoje, praticamente nos mesmos moldes : Contribua para as criancinhas do Canbodja; para as meninas do Padre Eterno; para as pupilas do Sr Reitor; para a Cruz (não importa a cor,vermellha, verde, azul, etc); para a medula da criança XPTO; para etc. ,etc.,.
E para toda a desgraça, lá vai a criança a chorar, pois queria muito mais.
.../....
(continua)
quarta-feira, 19 de maio de 2010
PARA SER POLÍTICO BASTA SER, JÁ A MULHER DE CÉSAR ...
A busca resultou em nada. Nem quis acreditar. Terá sido por não ser preciso curso superior, que o nosso primeiro quis acabar a licenciatura em engenharia, independentemente de tal não lhe servir para nada, antes pelo contrário?
Passei então à procura de saber o que é considerado o mínimo indispensável para ser político. Nada encontrei que me elucidasse. Fiquei com a impressão que saber ler e escrever é condição necessária e suficiente.
E quando me lembro que, na Roma Antiga, os jovens que sentissem vocação "para servir a Pátria e a Comunidade", tinham de seguir uma carreira administrativa, militar e executiva que lhes proporcionasse uma boa experiência, para o dia em que acedessem a cargos de relevância... que pensar do exemplo português?
Mas como dizia Obelix : Estes romanos são doidos!
Olha o pessoal exigir, cá em Portugal, que os políticos apresentassem primeiro o seu currículo. Era só o que faltava! Ainda nos arriscávamos a ter como políticos pessoas que soubessem distinguir a ética da política.
E sobre isto (da ética e da política), se recorrermos aos antigos Gregos, temos o pensamento de Aristóteles sobre o assunto : «centrava a ética na acção moral e voluntária do indivíduo enquanto indivíduo e a política nos vínculos institucionais à comunidade.»
Já a utopia platónica não ia por aí, pois considerava « necessário limitar ao mínimo a propriedade, tornar-se vegetariano – como proposto por Pitágoras – e até extinguir as unidades familiares de forma a garantir que todos se sintam irmãos de fato porque criados pelo Estado, não por famílias.»
Interessante, não?
E se nos lembrarmos que estes dois, Aristóteles e Platão foram discípulos de Sócrates ( não, nem o nosso nem o futebolista brasileiro, mas sim o grego!) a coisa tem tem mais consistência, pois este, acreditava piamente que « basta saber o que é a bondade para ser bom » - santa ingenuidade!
Ora bem se sou eu que estou a escrever também sou eu que decido o que fazer com estes conceitos, se transportados para a actualidade.
Os políticos de direita aproximaram-se se Aristóteles e os de esquerda de Platão.
O povo, acreditou no Sócrates e temos o resultado à vista:
- Qual ética, qual bondade, qual seriedade, qual quê!
Será que não há maneira de se por cobro a isto? Será que os políticos não têm que servir de exemplo? Como pode um partido aceitar que alguém apareça em suas listas, sem saber quem foi, mas apenas quem é? Isto para não perguntar como é que alguém, que foi conotado com ligações a casos de pedofilia, de aberturas de contas "Off-Shore" aparentemente fraudulentas, tem coragem para se candidatar a cargo de deputado, e onde está o bom senso do povo que o elege?
Voltando à Grécia Antiga: