OS SETE PILARES DA SABEDORIA:

Inteligência, Conhecimento, Paciência, Prudência, Justiça, Honestidade e Coragem

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Isabel Alçada «muito satisfeita» com diploma promulgado

Isabel Alçada «muito satisfeita» com diploma promulgado

Disse a senhora que "foi corrigido o que era de corrigir", mas se era de corrigir porque foi lá posto? Para ser corrigido? Acho que tá tudo doido.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

COM A EDP FAZ-SE LUZ?


A EDP está a fazer-me cócegas nas palmas das mãos.

Começo pela vergonha do bi-hórario: se o consumo for entre as 22h e as 06h, o consumo de energia é mais barato.

É ou deve ser?

É - se contratar outro contador para o efeito. Mas que raio é que um contador tem a ver com o preço da energia? Então se não pagar por fora, a energia não muda de preço?

Tenho para mim que deve ser, para todos, sem necessidade de se pagar para o efeito.

Mas vamos ao que cá me trouxe.

Interrogo-me, sobre essa coisa do "Défice Tarifário"?

Segundo apurei resulta do preço da energia que é facturado ser inferior ao seu custo real. E tal diferença, é compensada pelo Estado à EDP.

E as coisas começam a fazer-me confusão, pois se assim é, como é possível a EDP apresentar lucros? Há qualquer coisa que não me querem contar.

Os lucros são fabulosos, os administradores são altamente premiados, se já se «mexiam» ainda se mexem melhor, e vão iluminar campos para África, quando por cá ainda não cobrem a totalidade do país.

Agora, com a crise, tenho umas interessantes questões, para as quais, não consigo descortinar qualquer luz esclarecedora, ou talvez sim.

Então é assim:

Por estarmos em tempos de poupança, vou gastar menos energia, (como o governo aconselha e a carteira obriga), mas a EDP está descansada quanto aos seus lucros, porque basta estalar os dedos e aumentar o tarifário, estando a isso autorizada a fazer.

"Não é admissível que um Estado tenha uma clausula de GARANTIA DE LUCROS aos accionistas da EDP no caso dos Portugueses reduzirem o consumo para se defenderem. Há uma clausula que permite aumentar o tarifário para compensar. Isto é uma coisa absurda! " (Ventura Leite, ex-deputado do PS)

Porreiro pá!

Por outro lado, tenho que aumentar a produtividade,(aconselha o governo) e como tal tenho de produzir mais ( pede a carteira), e por isso consumir mais energia (Oh diabo!).

Bem, mas isto é de uma perversidade atroz.

Se poupo, estou tramado porque a EDP me vai aumentar o preço da tarifa, e quanto mais gastar, mais o Estado gasta em subsídios ao consumo, se produzir pouco, menos o Estado gasta, e como tal ajudo o Estado a reduzir despesa.

Então como vou conseguir mais produtividade se os incentivos são para o contrário??

FÁCIL: Vou reduzir o salário ao meu empregado, até porque ele está a trabalhar pouco - mandrião, só quer ter direitos, não liga aos deveres, etc...


Em tempo: E estou eu preocupado com
os custos de interesse geral que representam 42% do valor da factura que tenho de pagar...

Ainda mádem dar razão!! (ex-ministro Jorge Coelho)

MUITO SEI EU!!!!



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A VER VAMOS ?




Às vezes, temos que recorrer a outras imagens para nos localizarmos no tempo e no espaço.



Por exemplo, em 1866 Ramalho Ortigão era ferido num duelo em Arca d'Água, no Porto.



Nesse mesmo ano William Frederick Cody , mais conhecido por Búfalo Bill, andava aos tiros no Oeste americano, contribuindo grandemente para a limpeza étnica dos índios americanos.



Em 1875 andava o Búfalo Bill às voltas com um glaucoma de origem sifilítica, e Eça de Queirós publicava "O Crime do Padre Amaro".






Isto é bom para me lembrar que há meia dúzia de anos, andavam aqueles labregos aos tiros, ridicularizados pela velha Europa enquanto nós bebíamos os ensinamentos (???) dos nossos mais ilustres intelectuais.



Hoje, aqueles labregos continuam labregos, continuam aos tiros, mas já são senhores do mundo, e nós, vamos buscando nas "Farpas" de Ramalho e Eça, um pouco de luz, para, por um lado nos revermos em corajosos iluminados que sabiam criticar a nossa incompetência, e por outro, para nos convencermos que este é o nosso fado, e que nada mais podemos fazer: «o mal já vem de longe, não tem cura.»

Que terá acontecido, para esta reviravolta ter sido possível? Apenas uma coisa: O orgulho.

Eles, os labregos, têm orgulho na sua história, nós, os iluminados, temos vergonha.
E triste é o destino de quem se envergonha de quem é.

Como dizia a minha avó : Aí é que a porca torce o rabo!


MUITO SEI EU!!!

domingo, 17 de outubro de 2010

O PADASTRO E O PADRINHO


Vamos lá começar a colocar os nomes nos ... (não quero ofender ninguém e veio-me à lembrança aquele aparte do Sr 1º Ministro, em plena A R , em resposta ao comentário de Louçã :«manso é a tua tia!»), mas acho que Portugal tem no seu Primeiro Ministro, um verdadeiro padastro, com todo o peso negativo, que a palavra acarreta.




A este pensamento nos leva a situação de aperto, não de cinto mas de gravata, em que se encontra o povo português


Do lado da oposição, ultimamente, tem sido impressionante a quantidade de personalidades que têm vindo a suplicar ao líder do PSD que seja responsável. O que isto tem de caricato, é que o homem nem sequer é deputado, e por conseguinte, sem voto na matéria.

Responsável por quem? Pelo país? Pelos que tal solicitam ?

Não é bom e nada de bom augura.

Uma vez que ninguém se vira para o 1º Ministro a pedir o que quer que seja, esta romaria de pedintes, pode ter duas leituras:

Uma - O 1º Ministro está certo e como tal nada se tem que lhe pedir. - Muito mau para o PSD.




Outra - Nada adianta pedir a um 1º ministro que não sabe o que faz e por isso vamos pedir ao futuro 1º ministro.- Muito mau para o PS (sem D e provavelmente também sem S).




Se for esta a última a leitura certa, ainda comporta, mais qualquer coisinha:
Vamos lá falar com o homem para marcar já na sua agenda os nossos nomes, pois ficamos desde já a dever-lhe o favor de não nos desgraçar a vida.

E corremos o risco de passarmos a ter um D. Pedro Passos Corleone Coelho.



MUITO SEI EU !!!!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

DE CRISE, EM CRISE, PELA CRISE

Este país é um ponto de interrogação.

Todos se interrogam sobre o que vai acontecer, se o O. E. não for viabilizado.

- Ficamos sem governo? com governo que não pode governar? Vem o Lobo Mau (FMI) comer o José Capuchinho Sócrates Vermelho? ou virá deitar a baixo a casinha dos 3 Porquinhos? (sejam lá eles quem forem.)



A chamada direita e centro-direita, apelam, pateticamente, para o "bom senso" de um individuo, que à partida nada tem a ver com o assunto, pois não passa do líder de um partido que não está no governo, nem ele ( líder) tem assento na Assembleia da Republica, pedindo-lhe que seja "bonzinho" e "patriota-responsável", que deixe o orçamento passar porque se o não fizer:

ARMAGEDÃO - DILÚVIO UNIVERSAL - AS 7 PRAGAS DO EGIPTO

cairão sobre este jardim à beira e ainda por cima mal, plantado.



A chamada esquerda e extrema-esquerda, estão-se a borrifar para o assunto, até porque essas coisas do "bonzinho" e do "patriotismo-responsável", não lhes diz respeito, pois são adeptos de «internacionais» ultrapassadas e que já nada representam.

[ uma bucha: interrogo-me a quem iriam estes pedir dinheiro - se fossem governo - para fazer face às dividas do país? Coreia do Norte?]



No meio, à frente e atrás, desta bagunça, está quem a este ponto de não retorno, levou o país : o governo e o partido que o suporta (ou será o inverso? - mais um ponto de interrogação).



E por muito que eu me pasme, continuam a gozar com a malta toda, a gastar à tripa-forra, e a rirem à gargalhada, vendo o ónus da decisão a queimar nas mãos de quem sequer foi tido ou achado, para se chegar à situação em que nos encontramos. ( Não será demais lembrar que o indivíduo nunca teve funções governativas nem sequer foi deputado na anterior legislatura).

E é interessante saber que o motivo de regozijo dos membros do governo e do seu partido, a sua arrogância a roçar o insulto, são os resultados das sondagens, indicando que os eleitores penalizam muito mais quem não tem culpas no cartório, e muito menos, quem a este porto levou o país.

Admirável, não ???

Mas ainda mais interessante, é que, segundo as mesmas sondagens, os eleitores favorecem quem se está nas tintas, para o que venha a acontecer, os tais da esquerda e da extrema consequente.

É isso mesmo que está a pensar: para entender esta gente, vamos recuar ao tempo em que os Romanos, andavam por estas paragens, e alguém, disseram que foi César, terá afirmado:" - Nos confins da Ibéria existe um povo que não se governa nem se deixa governar". - gente esquisita, esta do meu país.


MUITO SEI EU !!!!

domingo, 3 de outubro de 2010

O TEMPO PERGUNTA AO TEMPO ?

...há quanto tempo foi isso???









Chegou-me à mão, por mero acaso, no passado dia 2 do corrente, um exemplar de «NOTICIA», o jornal de João Charula de Azevedo.

Não o exemplar da foto - que fui buscar à net e só serve para mostrar que a revista existiu - mas a publicação de 19 de Setembro de 1970.

Esta revista era de "consumo obrigatório", na linda Luanda dos sixty e dos poucos seventy


A sede de passar aos sentidos o toque do papel, o grafismo, o cheiro, foi saciada de imediato. O prazer da recordação veio a seguir, pela visualização dos anúncios publicitários. Interessante, esta faceta da publicidade. Marco de referência da nossa posição no tempo e no espaço.

E no fim da revista lá estava ela: "A CHUVA E O BOM TEMPO " - o artigo de opinião de João Fernandes. Li-o duas vezes, a primeira com sofreguidão, a segunda com atenção. A actualidade daquele artigo é um fenómeno, pois tanto quanto sei, João Fernandes nunca foi sujeito para virado para essas coisas de adivinhação de futuros, no entanto, ali estava aos meus olhos, um artigo escrito há 40 anos, e no entanto, parecia ter sido na semana passada.

Sem autorização de ninguém, e com imenso respeito e devida vénia, passo a transcrever a passagem que me despertou todo este entusiasmo:

" O importante, o conveniente, não é que um jornal ou um jornalista, denuncie escândalos pequenos ou grandes. O que importa, o que interessa, é que determinadas pessoas não façam determinados disparates ou patifarias, porque temem a reacção da opinião pública, informada pelos jornais. Talvez se consiga, assim, prevenir em vez de remediar ... Quem poderá ter mais interesse nisso do que a Administração pública?"

e conclui,

" Ao governo, efectivamente, nada poderá interessar mais do que ver analisados e discutidos projectos que tenha e de que podem não ter sido meditadas todas as consequências."

Sábias palavras. Foram escritas em Angola, há 40 anos, tinha o nosso primeiro entrado para o liceu ( e não era domingo).

domingo, 22 de agosto de 2010

A JUSTIÇA, O PORTO E O PAÍS


A obra de Leopoldo de Almeida, plantada na frente do Palácio da Justiça no Porto, representa de forma clara e precisa a forma como se faz a justiça neste país:

- Não tem os olhos vendados;

- A balança está recolhida;

- A espada está em descanso.

Ou seja,

- Vê quem vai julgar (quando é suposto ser cega);

- Não pesa os valores feridos (nem os motivos da infracção);

- Atribui um veredicto que não não contará com o peso da sua espada.



Intriguista ou não, não deixa de ser interessante. Mesmo que não tenham sido estes os motivos que inspiraram o escultor, nada me impede de a ver desta forma.



Mas a "Mui nobre e Invicta", não se fica por aqui.


Mesmo em frente ao dito palácio, no Jardim da Cordoaria, decidiu a edilidade colocar a escultura de Juan Muñoz:






"13 a rir uns dos outros"









Que razões terão levado os responsáveis a escolher tal local? E, pergunto eu, haveria local mais apropriado?
Se nos lembrarmos que o Palácio da Justiça do Porto, foi inaugurado em 1961, e a escultura do Jardim da Cordoaria colocada em 2001, poderei deduzir que esta cidade demorou 40 anos a descobrir como funciona a justiça em Portugal.
Mas bem pior está o resto do país, que só agora se interroga, por um mal que já vem de longe.
Vale bem uma gargalhada, não é verdade?

MUITO SEI EU !!!!!