OS SETE PILARES DA SABEDORIA:

Inteligência, Conhecimento, Paciência, Prudência, Justiça, Honestidade e Coragem

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domingo, 22 de agosto de 2010

A JUSTIÇA, O PORTO E O PAÍS


A obra de Leopoldo de Almeida, plantada na frente do Palácio da Justiça no Porto, representa de forma clara e precisa a forma como se faz a justiça neste país:

- Não tem os olhos vendados;

- A balança está recolhida;

- A espada está em descanso.

Ou seja,

- Vê quem vai julgar (quando é suposto ser cega);

- Não pesa os valores feridos (nem os motivos da infracção);

- Atribui um veredicto que não não contará com o peso da sua espada.



Intriguista ou não, não deixa de ser interessante. Mesmo que não tenham sido estes os motivos que inspiraram o escultor, nada me impede de a ver desta forma.



Mas a "Mui nobre e Invicta", não se fica por aqui.


Mesmo em frente ao dito palácio, no Jardim da Cordoaria, decidiu a edilidade colocar a escultura de Juan Muñoz:






"13 a rir uns dos outros"









Que razões terão levado os responsáveis a escolher tal local? E, pergunto eu, haveria local mais apropriado?
Se nos lembrarmos que o Palácio da Justiça do Porto, foi inaugurado em 1961, e a escultura do Jardim da Cordoaria colocada em 2001, poderei deduzir que esta cidade demorou 40 anos a descobrir como funciona a justiça em Portugal.
Mas bem pior está o resto do país, que só agora se interroga, por um mal que já vem de longe.
Vale bem uma gargalhada, não é verdade?

MUITO SEI EU !!!!!

domingo, 4 de julho de 2010

DA CORAGEM E DA HONRA



Vá-se lá saber porque me lembrei disto.

Estes conceitos, andaram tantas vezes juntos, que muitas vezes se chegaram a confundir.

A meu ver, tudo por culpa da honra, e nunca por causa da coragem.

Todo o homem honrado é corajoso! e é preciso ter coragem para ter honra. Estou a dizer o mesmo por outras palavras? Creio que não, até porque para ser corajoso não é preciso ser honrado.

Qualquer um pode ser corajoso. Qualquer louco ou irresponsável, qualquer bandido, ladrão, assassino, político, sei lá que mais, pode ser corajoso.

Já quanto à honra ... outro galo canta.

Mas será mesmo assim? Depende do conceito de honra não é verdade?

Existem códigos de honra, entre bandidos, entre assassinos, entre piratas, entre mafiosos, entre políticos, entre ladrões e até entre políticos e ladrões.

Torna-se então difícil saber quem está do lado certo. E, mais difícil ainda, qual é o lado certo? Haverá algum?

E haverá cobardes com honra? Claro que sim! Até porque o conceito de cobardia é vago, difuso e confuso.

Há quem confunda a cobardia com o bom-senso, por exemplo, e claro que há pessoas sensatas e honradas, não é?

Ou será que estou a confundir honradez com honestidade?
Há pessoas honestas, honradas e corajosas. Mas haverá pessoa "não-honesta", que também seja honrada e corajosa?
Mais uma vez a resposta é SIM. Que aconteceu a essa pessoa para ser considerada " não-honesta"? E quem atestou essa classificação? Sem querer especular muito sobre o assunto, podemos pensar apenas no mais simples e usual: erro de julgamento.
Torna-se por isso imperioso saber sobre que conceitos me assento, quando penso especular sobre a honra, coragem e honestidade do nosso 1º. Qual o lado da barricada que me vai servir de referência?
E vamos lá!!! Quem diz o nosso 1º., diz todos os políticos, não será? E mais, não estamos todos metidos nesta confusão de conceitos, mediante os vários lados das várias barricadas?
Por exemplo, como entender:
- A U.E. considera ilegal o uso e consequente abuso das "Golden Shares";
- O governo português, com toda a sua honra, borrifa-se para tal ilegalidade;
- Todos os políticos, incluindo o P R e os candidatos ao cargo, congratulam-se e apoiam a coragem do governo, defendendo em simultâneo a ilegalidade ( o que, diga-se de passagem, não é honesto.)
Dá para entender?!
MUITO SEI EU !!!!

domingo, 27 de junho de 2010

OS PEDINTES, OS PEDINCHAS E A PEDINCHISE - Parte 2 ( ou vice-versa)

Institualizada a " Pedincha", e face ao extraordinário resultado positivo da iniciativa, tornou-se necessária a sua massificação, fazendo crer ao povo que ao aderir a estas iniciativas, se transforma em "Mecenas", que como sabem, foi um político de Roma Antiga, cuja vaidade era bastante superior à sua enorme riqueza. E, bom político como era, arranjou uma fórmula para ostentar a sua vaidade não perdendo dinheiro: Sendo patrono de vários artistas e de variadas artes, conseguia recuperar o dinheiro que gastava nessa actividade, quer pela venda das obras de arte, quer pela valorização do seu património, quer ainda pela diminuição de impostos a pagar (actualmente chamam-se benefícios fiscais).

E daí, a por o Zé Povinho, a fazer o que ao Estado é devido, pelos impostos que lhe entrega, foi um instante.

A imaginação cresceu sem limites, criaram-se "Ligas", "ONG's", e sei lá mais o quê, tudo com o mesmo fim.

E tudo pede e todos dão!

Um € a cada um não custa nada, e se todos derem, compra-se mais uma máquina para hemodiálise, e ainda sobra para uns ramos de flores para futuras ministras.

O que se esquecem de dizer ao povo é que cada Euro nos custou 200$00 (duzentos escudos). E quando o princípio era: se cada português me desse 1$00, eu fico com dez milhões de escudos, ou seja, dez mil contos.
Agora as contas são um pouco diferentes,para melhor, pois com o preço do Euro a 200$00, eu não ganho 10 mil contos, mas sim 2 milhões de contos, repito: DOIS MILHÕES DE CONTOS. Nada Mau. Mesmo nada Mau.

Força Mecenas.

Mas o mal, o verdadeiro mal, não é o contribuir, é o destino que o(s) governo(s) dá(dão) às receitas assim conseguidas.

O Mal é que o governo, ao saber do resultado dos peditórios logo faz as suas contas: Isto quer dizer que ainda há margem para continuar a espremer o povo.

São autênticas sondagens, e bem mais fiáveis que as encomendadas às empresas da especialidade.

É por estas e por outras que só sou um contribuinte porque a isso sou obrigado.

MUITO SEI EU !!!!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

OS PEDINTES, OS PEDINCHAS E A PEDINCHISE (ou vice-versa) - Parte 1

Oliveira Martins, no século19, resumia assim a história de Portugal : « verificando que já não conseguiam alimentar a sua própria população, que nada produzia, deitaram uns pinheiros abaixo e fizeram-se ao mar, buscando outra forma de sustento. Quis a fortuna que encontrassem o caminho marítimo para as Índias, e em concorrência desleal com os camelos da Rota da Seda, passarma a comercializar todo e qualquer produto daquelas paragens, e lá foram vivendo mais uns tempos. No entanto, os piratas ingleses ( digo, corsários), foram pilhando tanto, que o que conseguia chegar a Lisboa, já não cobria as despesas. Aí, virou-se para a potência emergente (ainda hoje assim tratada): o Brasil. E "chupando" o ouro e os diamantes, em extracção continua, sem qualquer mais valia acrescentada, lá se foram desenrascando mais uns tempos. Estava o negócio de feição, acrescido do tráfego negreiro, quando o Pedro I do Brasil, deu o grito do Ipiranga. Então, senhor de muitos recursos, virou-se Portugal para as colónias africanas. E aí se foi Portugal refastelando, lambuzando e da fome libertando».

Faleceu Oliveira Martins, sem conhecer o resto, mas a tradição manteve-se: acabadas as colónias, foram de chapéu na mão pedir por essa Europa fora, até conseguirem entrar na CEE.

E lá vieram os abençoados fundos estruturais.

Aconteceu no entanto, que com a alteração de CEE para UE, e pelo prazo decorrido, fechada foi a torneira dos "fundos fodidos" (desculpem, os fundos, embora fossem designados "perdidos", na realidade eram bem pior que isso), e não vislumbramos, para já, a quem recorrer, a não ser que um qualquer "Magalhães", descubra maneira de se sair desta (segundo o nosso 1º declarou quando os foi vender ao Chavez todos os seus ministros o usam...)


Mas já me estou a afastar do tema ou não, pois como vimos, prática de pedintes já nós a tínhamos.

Continuando ... tanta viagem insegura, teve como resultado ( ora por deserção das suas obrigações, ora por encantamento de outras belezas mais atraentes) um decréscimo de pais portugueses, ficando as mulheres desamparadas, sem meios de subsistência, e pronto: há que estender a mão à caridade (se tivesse sido só a mão...) Tinha sido oficializada a pedinchise!

-Caro cidadão, contribua com o que poder, para a casa das viúvas e orfãs dos naufrágio!

- E o Governo o que faz? Autoriza o peditório! Fica a Pedinchice Legalizada!

Assim, e ainda hoje, praticamente nos mesmos moldes : Contribua para as criancinhas do Canbodja; para as meninas do Padre Eterno; para as pupilas do Sr Reitor; para a Cruz (não importa a cor,vermellha, verde, azul, etc); para a medula da criança XPTO; para etc. ,etc.,.

E para toda a desgraça, lá vai a criança a chorar, pois queria muito mais.


.../....
(continua)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

PARA SER POLÍTICO BASTA SER, JÁ A MULHER DE CÉSAR ...

Tão grande é a suspeição que grassa sobre a honestidade da classe política, que dei por mim a questionar-me : Que tipo de curso é necessário tirar para ser político? Sim, porque num país onde impera o doutorismo, deve existir um "canudo" qualquer para político.

A busca resultou em nada. Nem quis acreditar. Terá sido por não ser preciso curso superior, que o nosso primeiro quis acabar a licenciatura em engenharia, independentemente de tal não lhe servir para nada, antes pelo contrário?

Passei então à procura de saber o que é considerado o mínimo indispensável para ser político. Nada encontrei que me elucidasse. Fiquei com a impressão que saber ler e escrever é condição necessária e suficiente.

E quando me lembro que, na Roma Antiga, os jovens que sentissem vocação "para servir a Pátria e a Comunidade", tinham de seguir uma carreira administrativa, militar e executiva que lhes proporcionasse uma boa experiência, para o dia em que acedessem a cargos de relevância... que pensar do exemplo português?
Mas como dizia Obelix : Estes romanos são doidos!

Olha o pessoal exigir, cá em Portugal, que os políticos apresentassem primeiro o seu currículo. Era só o que faltava! Ainda nos arriscávamos a ter como políticos pessoas que soubessem distinguir a ética da política.

E sobre isto (da ética e da política), se recorrermos aos antigos Gregos, temos o pensamento de Aristóteles sobre o assunto : «centrava a ética na acção moral e voluntária do indivíduo enquanto indivíduo e a política nos vínculos institucionais à comunidade.»

Já a utopia platónica não ia por aí, pois considerava « necessário limitar ao mínimo a propriedade, tornar-se vegetariano – como proposto por Pitágoras – e até extinguir as unidades familiares de forma a garantir que todos se sintam irmãos de fato porque criados pelo Estado, não por famílias.»

Interessante, não?

E se nos lembrarmos que estes dois, Aristóteles e Platão foram discípulos de Sócrates ( não, nem o nosso nem o futebolista brasileiro, mas sim o grego!) a coisa tem tem mais consistência, pois este, acreditava piamente que « basta saber o que é a bondade para ser bom » - santa ingenuidade!



Ora bem se sou eu que estou a escrever também sou eu que decido o que fazer com estes conceitos, se transportados para a actualidade.



Os políticos de direita aproximaram-se se Aristóteles e os de esquerda de Platão.

O povo, acreditou no Sócrates e temos o resultado à vista:

- Qual ética, qual bondade, qual seriedade, qual quê!

Será que não há maneira de se por cobro a isto? Será que os políticos não têm que servir de exemplo? Como pode um partido aceitar que alguém apareça em suas listas, sem saber quem foi, mas apenas quem é? Isto para não perguntar como é que alguém, que foi conotado com ligações a casos de pedofilia, de aberturas de contas "Off-Shore" aparentemente fraudulentas, tem coragem para se candidatar a cargo de deputado, e onde está o bom senso do povo que o elege?

Voltando à Grécia Antiga:

«A essência da Ética Socrática é o poder libertador do verdadeiro conhecimento confrontado com a hipocrisia.»
Acho que os políticos actuais, viraram isto do avesso. Esta coisa da ética, é algo muito maçador de se observar, e convenhamos, se não fossem hipócritas, como seriam eleitos?
Pois é. Para ser político em Portugal, basta ser. Só a mulher de César, também tinha que parecer.
MUITO SEI EU!!!!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

ORA PORRA, MEUS SENHORES!

Tem este país tantos problemas, que há quem diga, que preocupar-nos com coisas pequenas, não leva a parte alguma.

Quem assim pensa, deve achar que para escrever uma palavra, não nos devemos preocupar com uma letra e, quando se compõe uma frase, muito menos.

Mas como escrever “palavra” sem o “a” ? Será que “plvr” é legível?

Para não desviar atenções vou directo à pessoa: O ilustre Presidente da Assembleia da República, segunda figura na hierarquia deste país – Sr. Dr. Jaime Gama - referindo-se ao caso do pagamento pela A. R. de ajudas de custo e viagens semanais para poder ir a casa (talvez para tomar banho ou para dar banho ao cão) à deputada Inês de Medeiros, eleita pelo círculo eleitoral de Lisboa, mas com residência em Paris.

Disse aquele Sr. Dr. que com tantos problemas que Portugal tem, numa escala de 0 a 100 este assunto está em 300.

Muito engraçado Sr. Dr. e muito irónico, mas é uma piada gasta. Como o Senhor Doutor.

E não de somenos importância, Sr. Dr. Não tem o senhor vergonha de presidir a uma assembleia, onde os figurantes, se aproveitam das falhas da lei? Sendo esses figurantes, no caso vertente, deputados eleitos, que têm o dever de legislar?

Na óptica de V. Excia., de onde deve partir o exemplo? De baixo para cima ou de cima para baixo?

Acha V. Excia., que o povo, ao ver tão descarado aproveitamento, vai interiorizar que tem de fazer sacrifícios, para ajudar a recuperar as contas de um país, que nunca o chamou para decidir onde e como devia o dinheiro ser gasto?

E que ele (povo), tem de engolir em seco, tão grande desrespeito pelo destino dos seus impostos, vendo uma deputada, que se propôs ao lugar, sabendo de antemão que a Assembleia da República de Portugal fica em Lisboa e não em Paris, enquanto ele (povo) candidatando-se a um qualquer emprego, fora da sua área de residência, já sabe que tem de arcar com as despesas de deslocação inerentes?

Para o Sr. Presidente da A.R. estas questões são menores. Devem ficar 3 vezes mais atrás que a mais pequena das preocupações do país.

Não sabe o Sr. Dr. Jaime Gama que o todo é resultante da soma das partes, por mais pequenas que estas sejam?

Se o Sr. Presidente pensa assim, e uma vez que o meu contributo para a solução dos problemas do país é ínfimo, não se importa de arranjar aí uma qualquer comparação, de modo a que eu possa ficar isento de impostos?

Afinal quem sou eu? Se calhar numa escala de 1 a 100 eu fico para aí em 10.000.000.!

Ah, para mim não pode ser?

ORA PORRA MEUS SENHORES !!

MUITO SEI EU !!!!!

sábado, 3 de abril de 2010

SE NÓS SOUBESSEMOS QUE ...

Para quem viveu em África, as notícias oriundas de países daquele continente, despertam todos os sentidos.

Tem ultimamente estado na “berlinda” o reacender do racismo na Zuid-Afrika.

Está convencionado (não sei por quem nem porquê), que racismo é uma coisa má e está conotado com o ódio entre pessoas de raças diferentes, quando não passa de uma doutrina que afirma a superioridade de certas raças.

Mas o pior é que está generalizado (tendo esta ideia origem no comércio negreiro) que o racismo é o ódio que as pessoas brancas sentem pela pessoas negras, e por isso, altamente condenável. Já o ódio que as pessoas negras nutrem pelas pessoas brancas, são sentimentos recalcados e justificados por tanta exploração, injustiça, violação, etc., a que foram submetidas as pessoas pretas pelas pessoas brancas.

Ou seja, a raça negra ao assumir que não é racista (?) e acusar a raça branca de o ser, está implicitamente a aceitar que a raça branca é superior, donde, o ódio que a raça negra nutre pela raça branca, é apenas resultante de um enorme complexo de inferioridade – deviam fazer umas sessões de psicanálise.

Como é que dizia aquele treinador de futebol? : É uma faca com dois legumes.

E esta gente não aprende nada com o futebol !!!

Futebol, pois claro!

Porquê?? Veja-se como Mourinho, o treinador português, quando questionado sobre a arrumação do balneário no Chelsea, explicava:
- Aqui ficam os africanos, a seguir os sul-americanos, depois os europeus continentais, e depois os ingleses.
Mourinho foi apelidado de muita coisa, mas nunca de segregacionista nem de racista.
Embora utilizassem a mesma árvore, ele exigia cada macaco no seu galho (salva guardando o devido respeito pelos macacos).

E acham que isto foi inventado por aquele senhor???

Nem pensar! Isto da “separação das águas” já tem barbas.

Se retrocedermos ao princípio, da nossa História, encontramos:

D. Afonso Henriques outorgou aos mouros uma "Carta de Fidelidade e Segurança", na qual lhes eram asseguradas a liberdade e a incolumidade física, bem como o direito de viverem em "mourarias", com justiça própria (sob a égide do Alcorão) e governo autónomo, chefiado por um "Alcaide".

Além disso, os judeus gozavam de direitos idênticos nas "judiarias", com seus "arrabis", magistrados que julgavam causas cíveis e criminais com base no Talmud.

Viver em conjunto com diferentes raças, religiões ou credos, é fácil.
Basta acolhermos e seguirmos os bons e correctos costumes, adaptando-os à realidade actual, sem inventar.


MUITO SEI EU!!!!