Para quem viveu em África, as notícias oriundas de países daquele continente, despertam todos os sentidos.
Tem ultimamente estado na “berlinda” o reacender do racismo na Zuid-Afrika.
Está convencionado (não sei por quem nem porquê), que racismo é uma coisa má e está conotado com o ódio entre pessoas de raças diferentes, quando não passa de uma doutrina que afirma a superioridade de certas raças.
Mas o pior é que está generalizado (tendo esta ideia origem no comércio negreiro) que o racismo é o ódio que as pessoas brancas sentem pela pessoas negras, e por isso, altamente condenável. Já o ódio que as pessoas negras nutrem pelas pessoas brancas, são sentimentos recalcados e justificados por tanta exploração, injustiça, violação, etc., a que foram submetidas as pessoas pretas pelas pessoas brancas.
Ou seja, a raça negra ao assumir que não é racista (?) e acusar a raça branca de o ser, está implicitamente a aceitar que a raça branca é superior, donde, o ódio que a raça negra nutre pela raça branca, é apenas resultante de um enorme complexo de inferioridade – deviam fazer umas sessões de psicanálise.
Como é que dizia aquele treinador de futebol? : É uma faca com dois legumes.
E esta gente não aprende nada com o futebol !!!
Futebol, pois claro!
Porquê?? Veja-se como Mourinho, o treinador português, quando questionado sobre a arrumação do balneário no Chelsea, explicava:
- Aqui ficam os africanos, a seguir os sul-americanos, depois os europeus continentais, e depois os ingleses.
Mourinho foi apelidado de muita coisa, mas nunca de segregacionista nem de racista.
Embora utilizassem a mesma árvore, ele exigia cada macaco no seu galho (salva guardando o devido respeito pelos macacos).
E acham que isto foi inventado por aquele senhor???
Nem pensar! Isto da “separação das águas” já tem barbas.
Se retrocedermos ao princípio, da nossa História, encontramos:
D. Afonso Henriques outorgou aos mouros uma "Carta de Fidelidade e Segurança", na qual lhes eram asseguradas a liberdade e a incolumidade física, bem como o direito de viverem em "mourarias", com justiça própria (sob a égide do Alcorão) e governo autónomo, chefiado por um "Alcaide".
Além disso, os judeus gozavam de direitos idênticos nas "judiarias", com seus "arrabis", magistrados que julgavam causas cíveis e criminais com base no Talmud.
Viver em conjunto com diferentes raças, religiões ou credos, é fácil.
Basta acolhermos e seguirmos os bons e correctos costumes, adaptando-os à realidade actual, sem inventar.
MUITO SEI EU!!!!
DIVAGAÇÕES DE UM CIDADÃO QUE NADA SABE DE POLÍTICA, OUVE NOTÍCIAS ÀS VEZES E LÊ CABEÇALHOS DE JORNAIS DE QUANDO EM VEZ, CONSIDERANDO-SE UM PORTUGUÊS COMUM.
OS SETE PILARES DA SABEDORIA:
Inteligência, Conhecimento, Paciência, Prudência, Justiça, Honestidade e Coragem
_________________________________sábado, 3 de abril de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
VAMOS LÁ FALAR DAS "COISAS" DE CÁ

Por cá, como em todos os lados, têm acontecido “coisas”.
Temos por cá uma “coisa” que se chama governo, que é suposto governar, e não dar governo a ninguém, e temos outra “coisa” chamada justiça, à qual se pede que não permita a alguém que se governe, com o governo dos outros.
Uma das “coisas” que aconteceu foi que o governo apresentou na Assembleia da “Coisa” Pública, o seu orçamento para o corrente ano. E … chatice! Teve que negociar com outros partidos para conseguir a aprovação, que era uma “coisa” a que não estava o nosso 1º habituado, pois na legislatura anterior, tinha uma “coisa” que se chamava maioria absoluta. Mas lá fez um jogo de cintura, partindo literalmente os rins (acho que é uma “coisa” que já não tem), pois enquanto na campanha eleitoral se auto classificou de esquerda, qualificando de radicais os esquerdistas PCP e BE, para após a eleição ir negociar o pacto com os partidos de direita e extrema direita. Mas lá conseguiu ver o OE aprovado pela A R.- Enfim “coisas”!!
Estas aprovações «da» ou melhor «na» Assembleia da República, que é outra “coisa” que por cá há, também tem “coisas” engraçadas. Por exemplo, este orçamento foi aprovado com os votos a favor do partido do governo, votos contra dos radicais da esquerda e com a abstenção dos da direita e extrema direita. Por isso os únicos que na realidade aprovaram o OE foram os deputados do PS. No entanto, para este partido e para o governo, uma vez que o orçamento foi aprovado pela A R, é todo País que está comprometido com o dito. Já quando a oposição consegue fazer vingar na mesma A R um documento que contrarie a vontade do nosso 1º, logo o País fica ingovernável. Vá lá a malta perceber esta “coisa”!
Mas lá vamos cantando e rindo, levados, levados sim…
E eis que o maior partido da oposição, avisa que vai a votos, que é uma “coisa” que eles fazem quando querem substituir os caciques.
E também aqui aconteceu uma “coisa” bem esquisita (ou talvez não). Vejamos:
a) Estavam mais duas “coisas” anunciadas: Passos Coelho era candidato – “coisa certa”; o governo, por causa do diz que disse em que o nome do nosso 1º insiste em aparecer, não deve ter muito tempo de vida – “coisa provável”.
b) Esta “coisa provável” provoca o aparecimento de outras “coisas certas” – mais candidatos a caciques para o PSD.
c) Outra “coisa” anunciada era um tal de PEC – Plano de Empobrecimento Colectivo – que já devia ter sido apresentado, mas que ainda não tinha sido, não se sabendo bem porquê.
d) As sucessivas sondagens, feitas ou mandadas fazer, mais para vender informação, que para informar, anunciavam o triunfo de Passos Coelho a líder do PSD, como cenário mais provável. Ora como todos sabem, trata-se de uma figura pouco querida da “nomenkulatura” daquele partido.
e) Para o governo, essa questão tinha outra faceta: Passos Coelho, não estava disposto a comprar o PEC, apesar de não o conhecer, e por isso era preciso fazer o possível para que este fosse aceite e aprovado pela AR antes que surgisse alguém com a ideia de alterar a “coisa”, e se possível com alguma humilhação à mistura.
f) E nem de propósito: O PSD informa que vai escolher o novo chefe dia 26 de Março e o PEC fica pronto e a sua votação agendada para o dia 25, independentemente de se tratar de uma data em que o nosso 1º estaria ausente (desta vez fisicamente) do País.
g) E vai daí, Passos Coelho, no Congresso que antecedeu a sua eleição, apelou para que a votação do tal PEC fosse adiada por uma semana ou duas para haver possibilidade do novo líder eleito, fosse ele qual fosse (ou seja ele) poder decidir sobre a matéria.
Temos por cá uma “coisa” que se chama governo, que é suposto governar, e não dar governo a ninguém, e temos outra “coisa” chamada justiça, à qual se pede que não permita a alguém que se governe, com o governo dos outros.
Uma das “coisas” que aconteceu foi que o governo apresentou na Assembleia da “Coisa” Pública, o seu orçamento para o corrente ano. E … chatice! Teve que negociar com outros partidos para conseguir a aprovação, que era uma “coisa” a que não estava o nosso 1º habituado, pois na legislatura anterior, tinha uma “coisa” que se chamava maioria absoluta. Mas lá fez um jogo de cintura, partindo literalmente os rins (acho que é uma “coisa” que já não tem), pois enquanto na campanha eleitoral se auto classificou de esquerda, qualificando de radicais os esquerdistas PCP e BE, para após a eleição ir negociar o pacto com os partidos de direita e extrema direita. Mas lá conseguiu ver o OE aprovado pela A R.- Enfim “coisas”!!
Estas aprovações «da» ou melhor «na» Assembleia da República, que é outra “coisa” que por cá há, também tem “coisas” engraçadas. Por exemplo, este orçamento foi aprovado com os votos a favor do partido do governo, votos contra dos radicais da esquerda e com a abstenção dos da direita e extrema direita. Por isso os únicos que na realidade aprovaram o OE foram os deputados do PS. No entanto, para este partido e para o governo, uma vez que o orçamento foi aprovado pela A R, é todo País que está comprometido com o dito. Já quando a oposição consegue fazer vingar na mesma A R um documento que contrarie a vontade do nosso 1º, logo o País fica ingovernável. Vá lá a malta perceber esta “coisa”!
Mas lá vamos cantando e rindo, levados, levados sim…
E eis que o maior partido da oposição, avisa que vai a votos, que é uma “coisa” que eles fazem quando querem substituir os caciques.
E também aqui aconteceu uma “coisa” bem esquisita (ou talvez não). Vejamos:
a) Estavam mais duas “coisas” anunciadas: Passos Coelho era candidato – “coisa certa”; o governo, por causa do diz que disse em que o nome do nosso 1º insiste em aparecer, não deve ter muito tempo de vida – “coisa provável”.
b) Esta “coisa provável” provoca o aparecimento de outras “coisas certas” – mais candidatos a caciques para o PSD.
c) Outra “coisa” anunciada era um tal de PEC – Plano de Empobrecimento Colectivo – que já devia ter sido apresentado, mas que ainda não tinha sido, não se sabendo bem porquê.
d) As sucessivas sondagens, feitas ou mandadas fazer, mais para vender informação, que para informar, anunciavam o triunfo de Passos Coelho a líder do PSD, como cenário mais provável. Ora como todos sabem, trata-se de uma figura pouco querida da “nomenkulatura” daquele partido.
e) Para o governo, essa questão tinha outra faceta: Passos Coelho, não estava disposto a comprar o PEC, apesar de não o conhecer, e por isso era preciso fazer o possível para que este fosse aceite e aprovado pela AR antes que surgisse alguém com a ideia de alterar a “coisa”, e se possível com alguma humilhação à mistura.
f) E nem de propósito: O PSD informa que vai escolher o novo chefe dia 26 de Março e o PEC fica pronto e a sua votação agendada para o dia 25, independentemente de se tratar de uma data em que o nosso 1º estaria ausente (desta vez fisicamente) do País.
g) E vai daí, Passos Coelho, no Congresso que antecedeu a sua eleição, apelou para que a votação do tal PEC fosse adiada por uma semana ou duas para haver possibilidade do novo líder eleito, fosse ele qual fosse (ou seja ele) poder decidir sobre a matéria.
h) Qual quê?! O apelo caiu no “saco de gatos” tão do gosto de Alberto João, e o Povo viu Manuela Leite numa correria à última da hora, para conseguir umas alterações de pormenor (antes fossem de pormaior), em negociações com o PS, que ela própria responsabiliza pela desgraça em que estamos metidos.
i) Resultado? – Chegado o dia 25, chegou a avó Manuela ao Parlamento, falou cobras e lagartos (sem comprometer o irmão que é sportinguista) do governo, do nosso 1º e do PEC, e como ainda era líder do PSD por mais 24 horas, mandou os deputados absterem-se, e desta forma, foi o PEC aprovado pela AR, ficou o nosso 1º todo contente, mesmo ausente (desta vez fisicamente - não sei se já tinha frisado isto) do País, e o Passos Coelho tramado, com mais uma para tratar.

E depois? Bem, depois, no dia seguinte, a avozinha foi com o coelhinho no comboio ao circo….
MUITO SEI EU !!!!!!
domingo, 7 de março de 2010
SERÁ CRÓNICA OU DIVAGAÇÃO? ?
Entre finais de fevereiro e princípios de março vários foram os acontecimentos pelos quais me interessei.
Logo me ocorre o temporal que assolou a Madeira e as suas consequências. E sobre isto há coisas interessantes para reflexão, pois poucos falam sobre os aspectos que fogem à desgraça.
Porquê? Porque só a desgraça é notícia! Se por um qualquer acaso, uma fatalidade traz algo de positivo, este nem sequer é falado, pois o bom não vende, em matéria de notícias.
Que trouxe então a tempestade insular de bom, para eu estar com este palavreado?
-Logo trouxe, a solução do problema das Finanças Regionais:
O Governo, fez o que não queria sem ceder à oposição. A oposição ficou desgostosa pois lá se foi mais uma matéria para continuar a bater no P S.
Alberto João, por seu lado, zangado com Passos Coelho, faz as pazes com o Engº Pinto de Sousa.
A seguir, o povo MADEIRENSE, com letra maiúscula, dá uma lição ao mundo. Há quanto tempo se não via um exemplo tão grande de civismo e solidariedade? Por esse mundo fora, EUA incluído, depois de toda e qualquer calamidade, multiplicam-se os assaltos , roubos, violações de toda a índole, fazendo as delícias dos noticiários. Na Madeira nada disso! E como tal, há que repetir uma e outra vez as imagens da desgraça. Poucas, muito poucas mesmo, as imagens da limpeza conseguida, da solidariedade demonstrada entre a população, sem necessidade de coordenação por uma ou muitas entidades, que gostam de sobressair nestas alturas.
E imagens do resto da Ilha? A Madeira é só o Funchal? Ou só a baixa do Funchal? Ou só o Monte? Só a Ribeira Grande?
Não seria mais sério referirem-se à tempestade no Funchal , não generalizando, para que não se pense que toda a ilha ficou “afundada” num mar de lama?
Mudando de tema, voltemos ao Continente.
No PPD/PSD surgem novos candidatos para disputar a liderança do partido! Interessante. Primeiro apenas Passos Coelho se dispunha a agarrar num partido partidíssimo, e onde iria (ou vai) encontrar todo um Grupo Parlamentar eleito por uma liderança que o escorraçou. E eu pensava ( e penso) que o homem não sabia no que se estava a meter.
Mas aí acontece que a popularidade de Pinto de Sousa e seus acólitos, começa na realidade a derrapar, tantos são os exemplos de seriedade e honestidade que todos os dias são divulgados.
Esta realidade acorda alguns iluminados do PSD que compreendem que a curto prazo o Governo cai, e em novas eleições será possível ao PSD voltar ao poder.
E eles aí estão.
Mudemos de assunto.
Futebol, pois claro!
O Sporting ganhou dois jogos seguidos, tendo marcado 6 golos. Um Feito! Com duas boas exibições. Dois Feitos! Contra duas grandes equipas. Três Feitos! Uma inglesa e outra portuguesa. Quatro Feitos! No espaço de três dias. Cinco Feitos! E já têm treinador para a próxima época. Seis Feitos!
Será que na próxima época o Sporting vai continuar a insistir nos jogadores portugueses? Assim não ganham nada. Têm de fazer como os outros: 3 portugueses no onze inicial, no máximo. E isto não é nada de novo. Nós somos assim. Está-nos no sangue, como diria o meu avô. A maioria de nós só trabalha bem fora do país. Há 500 anos que somos emigrantes. E quando estamos em casa, é para descansar.
A Selecção Nacional jogou em Coimbra contra a China. E para não variar, jogaram devagar e devagarinho. Ganharam por 2-0. O Cristiano Ronaldo, como é normal, correu com a bola e fez a assistência para o 1º golo. Como também é normal, não marcou golo nenhum. Como também é normal, Liedson num toque de habilidade, marcou um golo. E continuando na senda da normalidade, a malta assobiou a selecção e aplaudiu os chineses. E «comme d’habitude» o Queiroz não gostou das críticas, embora desta vez eu não tenha percebido porquê. Disse o seleccionador nacional: “Se fosse na China nada disto acontecia. Já lá jogamos e o que se viu foi os chineses a aplaudir os jogadores portugueses.” E então? Em Portugal , retribuímos a cortesia e aplaudimos os chineses. Nada mais correcto, Sr. Professor!
MUITO SEI EU !!!!!!!
Logo me ocorre o temporal que assolou a Madeira e as suas consequências. E sobre isto há coisas interessantes para reflexão, pois poucos falam sobre os aspectos que fogem à desgraça.
Porquê? Porque só a desgraça é notícia! Se por um qualquer acaso, uma fatalidade traz algo de positivo, este nem sequer é falado, pois o bom não vende, em matéria de notícias.
Que trouxe então a tempestade insular de bom, para eu estar com este palavreado?
-Logo trouxe, a solução do problema das Finanças Regionais:
O Governo, fez o que não queria sem ceder à oposição. A oposição ficou desgostosa pois lá se foi mais uma matéria para continuar a bater no P S.
Alberto João, por seu lado, zangado com Passos Coelho, faz as pazes com o Engº Pinto de Sousa.
A seguir, o povo MADEIRENSE, com letra maiúscula, dá uma lição ao mundo. Há quanto tempo se não via um exemplo tão grande de civismo e solidariedade? Por esse mundo fora, EUA incluído, depois de toda e qualquer calamidade, multiplicam-se os assaltos , roubos, violações de toda a índole, fazendo as delícias dos noticiários. Na Madeira nada disso! E como tal, há que repetir uma e outra vez as imagens da desgraça. Poucas, muito poucas mesmo, as imagens da limpeza conseguida, da solidariedade demonstrada entre a população, sem necessidade de coordenação por uma ou muitas entidades, que gostam de sobressair nestas alturas.
E imagens do resto da Ilha? A Madeira é só o Funchal? Ou só a baixa do Funchal? Ou só o Monte? Só a Ribeira Grande?
Não seria mais sério referirem-se à tempestade no Funchal , não generalizando, para que não se pense que toda a ilha ficou “afundada” num mar de lama?
Mudando de tema, voltemos ao Continente.
No PPD/PSD surgem novos candidatos para disputar a liderança do partido! Interessante. Primeiro apenas Passos Coelho se dispunha a agarrar num partido partidíssimo, e onde iria (ou vai) encontrar todo um Grupo Parlamentar eleito por uma liderança que o escorraçou. E eu pensava ( e penso) que o homem não sabia no que se estava a meter.
Mas aí acontece que a popularidade de Pinto de Sousa e seus acólitos, começa na realidade a derrapar, tantos são os exemplos de seriedade e honestidade que todos os dias são divulgados.
Esta realidade acorda alguns iluminados do PSD que compreendem que a curto prazo o Governo cai, e em novas eleições será possível ao PSD voltar ao poder.
E eles aí estão.
Mudemos de assunto.
Futebol, pois claro!
O Sporting ganhou dois jogos seguidos, tendo marcado 6 golos. Um Feito! Com duas boas exibições. Dois Feitos! Contra duas grandes equipas. Três Feitos! Uma inglesa e outra portuguesa. Quatro Feitos! No espaço de três dias. Cinco Feitos! E já têm treinador para a próxima época. Seis Feitos!
Será que na próxima época o Sporting vai continuar a insistir nos jogadores portugueses? Assim não ganham nada. Têm de fazer como os outros: 3 portugueses no onze inicial, no máximo. E isto não é nada de novo. Nós somos assim. Está-nos no sangue, como diria o meu avô. A maioria de nós só trabalha bem fora do país. Há 500 anos que somos emigrantes. E quando estamos em casa, é para descansar.
A Selecção Nacional jogou em Coimbra contra a China. E para não variar, jogaram devagar e devagarinho. Ganharam por 2-0. O Cristiano Ronaldo, como é normal, correu com a bola e fez a assistência para o 1º golo. Como também é normal, não marcou golo nenhum. Como também é normal, Liedson num toque de habilidade, marcou um golo. E continuando na senda da normalidade, a malta assobiou a selecção e aplaudiu os chineses. E «comme d’habitude» o Queiroz não gostou das críticas, embora desta vez eu não tenha percebido porquê. Disse o seleccionador nacional: “Se fosse na China nada disto acontecia. Já lá jogamos e o que se viu foi os chineses a aplaudir os jogadores portugueses.” E então? Em Portugal , retribuímos a cortesia e aplaudimos os chineses. Nada mais correcto, Sr. Professor!
MUITO SEI EU !!!!!!!
sábado, 6 de fevereiro de 2010
DO DIZER, DO TELEFONAR E DO FAZER OU NÃO
" Suspender a democracia por 6 meses..." foi a afirmação de Manuela Ferreira Leite que deu brado nas hostes políticas e politiqueiras deste país.
Fingindo que não tinham percebido que se tratava de uma imagem de retórica e de pura ironia, eis que os muito "democráticos" socialistas do P.S. e não só, mas principalmente destes, capitaneados por um que, aberta e democraticamente afirma que gosta malhar na direita, vieram a terreiro muito "ofendidos" e defender a "sua" democracia.
Para quem não sabe, já antes a Drª Paula Teixeira da Cruz, afirmara, num frente a frente com João Soares (filho do Mário), que Portugal vivia numa democratura, tal era a mordaça e o medo que grassava nalguma sociedade portuguesa, o que fez com que aquele grande "democrata" apoiante e visita de casa de outro grande "democrata" angolano, o já falecido, Jonas Savimbi, se sentisse por sua vez, também muito "ofendido".
Depois veio a campanha eleitoral para as últimas Legislativas, e Manuela Ferreira Leite, batia na mesma tecla, de falta de liberdade, vindo a lume um possível envolvimento do Governo interessado em fazer calar um noticiário da TVI que não agradava ao Sr 1º Ministro, que já tinha num congresso do seu Partido, indicado como adversários políticos o tal serviço noticioso bem como a pessoa que o apresentava.
Escandalosa insinuação "berraram" os do PS! O PSD devia era preocupar-se com a líder que queria "suspender" a democracia. Que moral tinham para falar em coisas que até o Sr 1º Ministro desconhecia num dia, mas já conhecia noutro?
O tema não teve o efeito desejado, e o Povo tornou a eleger o mesmo 1º Ministro, embora com rédea curta.
Algum (pouco) tempo depois, que afinal era antes, como se veio a saber, não é que no meio do entulho de uma sucata (sim, que nas sucatas há muito entulho, oh se há!), descobriram um gravador com uma conversas gravadas, um tanto ou quanto esquisitas, que pareciam indicar que o Sr 1º Ministro estaria a planear por em prática a sua concepção de "democracia", que é assim uma coisa sem liberdade de expressão, ou melhor dizendo, com liberdade de todos expressarem a sua opinião elogiosa do sr 1º Ministro e do seu governo.
Assim mesmo! Nem mais nem menos! - Que viria a seguir? A prisão para quem não estivesse de acordo? - Bem, o Sr 1º Ministro, a julgar pelos jornais, não queria, como a líder do PSD suspender a democracia. O SR 1º MINISTRO QUERIA, OUTROSSIM ANIQUILAR A DEMOCRACIA!
E nada disso, mais invenções! Quem pode acreditar em entulho de sucata? Só mentes poluídas, de jornalistas a espreitar pelos buracos de fechaduras!
E isto leva-me a pensar em Richard Nixon, e no seu watergate. Também tramado por uns jornalistas que espreitaram por uns buracos de fechadura, mas cujo jornal não teve receio de publicar o que tinham visto. E apertaram tanto o "gate" que o homem se demitiu, e admitiu o que tinha feito.
Sendo que, como também já foi divulgado, até os próprios socialistas do P.S. não sabem bem dizer o nome do seu Secretário Geral : Ora é Sócretes, ora Sócras, ora Socas, será que este "gate" que se anda aqui a formar, ficará conhecido por "SOCAGATE"??
MUITO SEI EU !!!!
domingo, 31 de janeiro de 2010
EM NOME DA ESTABILIDADE.
Resolvi ausentar-me do Tá Sueste por um pouco, porque tendo de início considerado o nosso 1º como "persona non grata", já me estava a enjoar, pois o dito parecia empenhado em aparecer junto a tudo quanto cheira mal em política ou em negociatas, mais ou menos obscuras, umas, mais ou menos claras, outras. E eu era impulsionado a praticamente escrever sobre alguém, que não fora pelo cargo que ocupa, não merecia qualquer tipo de atenção.
Posto isto, e mais uma boa dose de preguiça, a que se junta uma brutal falta de motivação, pelos exemplos que a classe política nos tem dado, conseguiu atirar-me para os braços de um Sofá, vendo televisão (filmes) ou espalhando-me pelas redes sociais da Internet.
Agora, surgiu nova posição desta classe que política e economicamente nos governam:
A Pátria chama-os a altruístas decisões de coesão, pois caso contrário, o País irá à falência ( o que já aconteceu por 7 vezes desde a sua fundação), e por conseguinte é necessária ESTABILIDADE POLÍTICA!
Deixando de lado todas as querelas partidárias, aceitam em nome da dita, que sejam lançadas para o caixote do lixo, todas as desconfianças que pesavam sobre os membros do governo, com principal incidência do nosso 1º.
Graças à ESTABILIDADE, passaram todos a ser gente séria. Assim, sem mais nem menos.
E o PR deixou de temer escutas e espreitas informáticas, o PSD passou a achar que o OE até nem está tão mal como parecia, o CDS já não corta cerce por conta, mas aceita reduzir, e o Governo, afinal entende que já não precisamos de mais estradas.
E eles aí estão, felizes e contentes, deixando a tal esquerda radical (BE, PCP e Ecologistas) a falar sozinha, agarrando-se às fraldas da camisa de um Alegre candidato a PR que, segundo um outro engenheiro, devia era ter juízo.
Mas tudo sem problema, pois tudo é feito em nome da Estabilidade.
Depois da votação do OE, lá veremos os inimigos de ontem, largarem os amigos de hoje e entornarem a panela, para tudo voltar a ser como era : uns acusados de serem corrompidos e outros de corromperem - como na Casa Pia!
MUITO SEI EU!!!
Posto isto, e mais uma boa dose de preguiça, a que se junta uma brutal falta de motivação, pelos exemplos que a classe política nos tem dado, conseguiu atirar-me para os braços de um Sofá, vendo televisão (filmes) ou espalhando-me pelas redes sociais da Internet.
Agora, surgiu nova posição desta classe que política e economicamente nos governam:
A Pátria chama-os a altruístas decisões de coesão, pois caso contrário, o País irá à falência ( o que já aconteceu por 7 vezes desde a sua fundação), e por conseguinte é necessária ESTABILIDADE POLÍTICA!
Deixando de lado todas as querelas partidárias, aceitam em nome da dita, que sejam lançadas para o caixote do lixo, todas as desconfianças que pesavam sobre os membros do governo, com principal incidência do nosso 1º.
Graças à ESTABILIDADE, passaram todos a ser gente séria. Assim, sem mais nem menos.
E o PR deixou de temer escutas e espreitas informáticas, o PSD passou a achar que o OE até nem está tão mal como parecia, o CDS já não corta cerce por conta, mas aceita reduzir, e o Governo, afinal entende que já não precisamos de mais estradas.
E eles aí estão, felizes e contentes, deixando a tal esquerda radical (BE, PCP e Ecologistas) a falar sozinha, agarrando-se às fraldas da camisa de um Alegre candidato a PR que, segundo um outro engenheiro, devia era ter juízo.
Mas tudo sem problema, pois tudo é feito em nome da Estabilidade.
Depois da votação do OE, lá veremos os inimigos de ontem, largarem os amigos de hoje e entornarem a panela, para tudo voltar a ser como era : uns acusados de serem corrompidos e outros de corromperem - como na Casa Pia!
MUITO SEI EU!!!
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
A PRODUTIVIDADE

Somos constantemente confrontados com esta palavra por tudo que é classe dominante ou dominadora, seja ela política, patronal ou sindical.
Todo o mundo que bota faladura, mete a palavra no seu discurso, umas vezes a torto, outras a direito.
E vão tentando passar a mensagem que isso – não para o bem, mas para o mal – tem a ver com a classe trabalhadora.
E também, o que é pior, é que para o mal, tal palavra tem conotação com os ordenados de tal classe.
Para não ser comido por ignorante consultei a Wikipédia e encontrei:
«A produtividade é basicamente definida como a relação entre a produção e os factores de produção utilizados.
A produção é definida como os bens produzidos(quantidade de produtos produzidos). Os factores de produção são definidos como sejam pessoas, máquinas, materiais e outros. Quanto maior for a relação entre a quantidade produzida por factores utilizados maior é a produtividade.
A produtividade é muitas vezes medida por trabalhador mas em muitas situações onde os custos com pessoas são uma percentagem reduzida dos custos totais têm que se ter em conta os outros factores necessários para produzir os resultados pretendidos.
O grau de produtividade de um agente económico (pessoa, empresa, país, etc.) é, regra geral, um dos melhores indicadores para a medição do nível de eficiência e eficácia do mesmo.»
Ora cá está : “A produtividade é muitas vezes medida por trabalhador”.
E para o mal dos trabalhadores, a tal classe portuguesa dominante ou dominadora, só sabe esta frase.
Todo o mundo que bota faladura, mete a palavra no seu discurso, umas vezes a torto, outras a direito.
E vão tentando passar a mensagem que isso – não para o bem, mas para o mal – tem a ver com a classe trabalhadora.
E também, o que é pior, é que para o mal, tal palavra tem conotação com os ordenados de tal classe.
Para não ser comido por ignorante consultei a Wikipédia e encontrei:
«A produtividade é basicamente definida como a relação entre a produção e os factores de produção utilizados.
A produção é definida como os bens produzidos(quantidade de produtos produzidos). Os factores de produção são definidos como sejam pessoas, máquinas, materiais e outros. Quanto maior for a relação entre a quantidade produzida por factores utilizados maior é a produtividade.
A produtividade é muitas vezes medida por trabalhador mas em muitas situações onde os custos com pessoas são uma percentagem reduzida dos custos totais têm que se ter em conta os outros factores necessários para produzir os resultados pretendidos.
O grau de produtividade de um agente económico (pessoa, empresa, país, etc.) é, regra geral, um dos melhores indicadores para a medição do nível de eficiência e eficácia do mesmo.»
Ora cá está : “A produtividade é muitas vezes medida por trabalhador”.
E para o mal dos trabalhadores, a tal classe portuguesa dominante ou dominadora, só sabe esta frase.
Não estudou o resto: “mas em muitas situações onde os custos com pessoas são uma percentagem reduzida dos custos totais, têm que se ter em conta os outros factores necessários para produzir os resultados pretendidos.”
Talvez porque esta parte seja mais difícil de decorar.
Talvez porque esta parte seja mais difícil de decorar.
E também têm a preocupação de nos atirar para a cara, que os trabalhadores portugueses são muito pouco produtivos.
Depois, porque não o podem negar, vêm as estatísticas informar que há um pequeno país na Europa (mais ou menos do tamanho do nosso Alentejo) - Lxemburgo - que é o campeão da produtividade, e onde o poder de compra da população é o maior da dita Europa, deixando os alemães a milhas e a roerem-se de inveja.
Então, eu trabalhador ignorante começo a deduzir que o tal grande poder de compra deve ter a ver com os ordenados que os luxemburgueses ganham, já que os bens de consumo têm, mais coisa menos coisa, o mesmo preço que em Portugal.
E começo a pensar, sim, a pensar, que é uma coisa que os trabalhadores também fazem, embora a classe dominante ou dominadora pense que não, dizia eu, começo a pensar que “algo vai mal no reino da Dinamarca” (como dizia Hamlet). Porquê?
Pelo seguinte conjunto de 3 (três) factos : - Os portugueses são considerados óptimos trabalhadores em qualquer parte do planeta (excluindo Portugal); - 30% da população do Luxemburgo é constituída por portugueses; no Luxemburgo, a produtividade dos trabalhadores portugueses é reconhecida, e contribui para o maior exemplo europeu de um país produtivo.
E por isto, vou pensando (outra vez?), se a tal questão da pouca produtividade portuguesa, não será antes culpa dos meios e da organização que as classes dominantes ou dominadoras colocam ao dispor.

Por exemplo : Uma auto-estrada é adjudicada por um valor. Antes de se iniciar, já o seu custo subiu para o triplo ou mais (quem o diz é o Tribunal de Contas, não me metam a mim na alhada), depois de iniciada, trava porque passa numa terra de minhocas e os ambientalistas não sabem como salvar as ditas, altera-se por isso o traçado, que obriga a mais duas pontes, que vai demorar mais tempo que o previsto, e criam então um prémio se a construtora conseguir acabar mais cedo.
Como é que isso fica depois de concluída, em termos de produtividade?
Péssimo, porque o ordenado dos trabalhadores é muito elevado!
Péssimo, porque o ordenado dos trabalhadores é muito elevado!
MUITO SEI EU!!!
domingo, 6 de dezembro de 2009
E AS RESPOSTAS?
Por força de uma férias invernosas, que tiveram o condão de me acarinhar com o quente dos lençóis, em vez da saudável vida de passeio, pois a tão necessária como chata chuva que teima em demonstrar que quem manda é mãe Natureza (por enquanto, pois isto também está a mudar), desmotiva qualquer vontade de sair, seja qual for o motivo.
Assim, fui acompanhando via televisão, algumas cenas da vida política do país, acho que vi aquilo a que chamam o "País Político".
Conhecem certamente a teoria dos universos paralelos - no Youtube pode encontrar, magistralmente apresentado, um vídeo da BBC sobre o assunto - e Portugal à sua pobre e tosca maneira tenta fazer crer que existem, não os universos teóricos e da forma como os cientistas tentam explicar, mas sim de duas realidades paralelas, que como o próprio nome indica, por mais que se prolonguem nunca se encontram : o "País Político" e o "País Real".
O interessante é que têm muitas coisas em comum : má língua, cuscuvilhice, insultos, sujidade, becos nojentos cheios de ratazanas ( até fizeram uma desratização e obras novas na A.R.), corruptos (de palavreado) e gozo, montes de gozo, mas muito mais no "País Político" que no "País Real".
Se me fosse dado escolher, eu preferia viver no "País Político". É muito melhor, tem uma campainha para chamar a malta, tem ordenado garantido, não se ouve falar de fome, de desemprego nem de salários em atraso.
E tem uma coisa formidável : Podemos fazer perguntas ao Primeiro Ministro!
Não se espantem pelo meu espanto. É que eu nunca tinha visto de fio a pavio uma sessão da A.R., com o P.M. presente, e para o efeito.
No fim da sessão, fiquei com o sabor amargo da desilusão.
Não pelos insultos e insinuações de parte a parte, pois isso até que foi divertido, principalmente, ver que afinal o lobisomem ainda existe (aquela coisa do animal feroz e tal...).
A desilusão prende-se com o facto de vários lideres de partidos terem feito perguntas ao P.M., pedindo resposta objectiva à pergunta também ela objectiva, e em vez da resposta esperada, vinha uma reprimenda das antigas, porque ninguém tinha ligado pevide ao que o homem tinha dito na abertura do debate ( combate?).
E o P.M., transforma-se mesmo! quando a pergunta é provocatória e o homem sabe que não resposta nem razão, é ver o animal feroz que existe nele, a sair e a insultar com uma rispidez que eu nunca pensei possível num menino de oiro.
Mas voltemos ao assunto: A coisa formidável de fazer perguntas ao nosso 1º, acarreta uma tristeza muito grande - não têm resposta.
LAMENTÁVEL.
Mas é o País Político que temos, lá colocado pelo País Real. (será que este Real tem a ver realeza e por conseguinte com monarquia quando afinal estamos numa república bananística ou não, e daí toda a confusão?).
MUITO SEI EU.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
