OS SETE PILARES DA SABEDORIA:

Inteligência, Conhecimento, Paciência, Prudência, Justiça, Honestidade e Coragem

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O ESTADO DO ESTADO



Ouvi com toda a atenção a entrevista do nosso 1º no passado dia 7 na SIC.


Cheguei a algumas conclusões, por incrível que possa parecer.


Fiquei a saber que estamos a atravessar uma crise muito grave, e que não há nenhuma querela entre o Governo, a Assembleia da República (destes bananas), e a Presidência da República, mas tão somente uma interpretação diferente de um ou dois artigos da lei constitucional (????)- concluindo daí, que os órgãos de soberania podem ter "interpretações" e eu - enquanto cidadão - tenho de ter total e integral conhecimento da dita e adivinhar se na cabeça do legislador ia o mesmo que no momento do julgamento vai na cabeça do Juiz, para ver se me safo desta. - Ser cidadão é ter estatuto complicado !


Depois, para não dizer asneiras, pois podia ter percebido mal, esperei pelos comentários da chamada informação, escrita, falada e ouvista (que é como quem diz "visto-falada" mais conhecida por televisão), mas se estava confuso, pior fiquei, pois foi mais a desinformação que a informação conseguida.

Percebi, que é preciso apoiar as empresas que exportam, para o país ganhar dinheiro, apoiar as que não exportam, para os portugueses não perderem o emprego, investir em grandes empreendimentos porque o país não pode ficar parado(!?)... e ainda sobre a melhoria de vida que os portugueses iriam ter em 2009, face à descida dos juros, da inflação e do petróleo, afinal não é para todos, como o nosso 1º bem tinha explicado na sua mensagem, é só para aqueles que tiverem a sorte de manter os empregos.
E daqui tirei estas:
Entendi do discurso do Sr Engº Pinto de Sousa que vamos construir auto-estradas, formadas em medicina (provavelmente alternativa) especializadas em salvar vidas, e assim se compensam os fechos dos Centros de Saúde, que aliás nunca percebi para que serviam - se fossem Centros de e/ou para Doentes, poderiam servir para alguma coisa, agora de Saúde.(?!?) - bem como as Urgências de alguns hospitais .
Também um novo aeroporto, pois prevê-se um grande aumento de tráfego aéreo, assim que acabe a crise nos outros países e essas pessoas, virão para Portugal gastar "à grande e à Junot", por isso, precisamos de começar a construí-lo já para estar pronto nessa data.
E ainda... um TGV, pois andamos muito devagar em relação aos outros (não é em vão que somos o país menos produtivo da U E).
Depois vamos ajudar as empresas do ramo a exportar estes produtos.

E nesta salgalhada toda nem uma só vez ouvi o nosso 1º falar de Trabalho, apenas de Empregos.

Sobre a avaliação dos professores do ensino secundário, fiquei a saber que, quer queiram quer não, têm de aguentar com o plano simplificado, que segundo o nosso 1º é absolutamente igual, em princípios, podendo não o ser no clausulado, pois nesta democratura (ditadura pseudodemocrática), tudo pode ser discutido, desde que a conclusão seja a do Governo.

Para não me alongar muito chamo a atenção de quem acha que não há alternativa, o que significa que o Sr. Engº Pinto de Sousa possa vir a ser considerado como insubstituível. A esse "gado eleitoral" (com o devido respeito pelo gado na generalidade), aconselho uma visita aos cemitérios, só para verem a quantidade de insubstituíveis que lá residem.

E por isso também eu faço a pergunta: Haverá alternativa?





SÓ UMA CURIOSIDADE :

Em 30 Abril de 2008, no debate quinzenal na A. R. interpelado por Santana Lopes, sobre a necessidade urgente de se acorrer às empresas pois adivinham-se tempos muito difíceis, o nosso 1º, tudo negou, alegando que o exemplo que se estava a ver suceder em Espanha, nada tinha a ver com a nossa "forte" economia. - E o Santana Lopes é que é populista!!!!










domingo, 4 de janeiro de 2009

ELAS SÃO TANTAS ...

Uma coisa boa que têm os Blogs é que podemos dissertar , seguindo um raciocínio, correcto ou não, sem sermos interrompidos.

Hoje, estou, como sempre, em dúvida sobre o que escrever, pois vários e diversos são os temas , e por outro lado também já me disseram que devo ser mais parco em palavras, para que as divagações sejam lidas rapidamente e sem maçarem - ora isto quer dizer que alguém me lê (nada mau) e que sou maçador (nada bom).



Mas antes maçador que maçadense ( com todo o respeito por 99,99% dos naturais de Vilar de Maçada (Distrito de Vila Real)- que não têm culpa nenhuma do nosso 1º de lá ser natural - que maçada para os maçadenses).



Mas sinceramente não sei o que diga. Falar sobre Pontes?
Falar sobre as Reformas e a suas diferentes formas, isto é sobre a Forma das Reformas?
E sobre os Reformados, que ainda não se aperceberam da sua força eleitoral, cada vez mais forte? Se o nosso 1º se lembra ainda faz uma alteração e coloca os reformados como inactivos e, como são sustentados pelo erário público, deixam de poder votar , por aprovação de uma qualquer lei ordinária (como se não o fossem todas, mas isso são outros 500) e assunto resolvido.

E sobre as espectaculares afirmações do Sr Bastonário da Ordem dos Advogados sobre a confusão que faz com o ser accionista de um banco e o Banco propriamente dito?
E sobre os criadores de ilusões, que é como quem diz, a verdade a da mentira ou a mentira da verdade?
E sobre o dinheiro que devia haver,....que não há,...., ou que ninguém sabe onde está??? afinal qu'é dele?
E se perguntar sobre a validade das garantias dadas aos bancos, para se financiarem no estrangeiro, mas que nem a CGD conseguiu? Teria sido pela credibilidade que oferece aquele que o Financial Times considerou como o pior ministro europeu da Finanças?

E se for sobre uma ministra que desapareceu, pondo em seu lugar um pau mandado, que passa a vida a dizer que não disse, mas que agora diz que as 2.500 vagas para professores, que tinha dito que havia, deixam de haver, se eles (professores), continuarem a reclamar?
E se desse uma dica sobre os conceitos de união, coesão, ideais, idealismos e interesses a um Partido (que não o devia estar, mas que está)?- Se eu falar sobre isso e for ouvido prometo que me vou filiar no Partido Político que citar.

Acho que vou ficar calado.

domingo, 21 de dezembro de 2008

A "LEI", O "DIREITO", A "JUSTIÇA" E "A DE FAFE"

A palavra LEI significa, etimologicamente, "aquilo que liga", ou "aquilo que se lê", consoante se procurar a sua origem no verbo latino ligare, ou no legere.

Ora, na realidade, muitas vezes se ouvem pessoas a citar qualquer notícia de jornal, como se de lei se tratasse, e talvez por isso, alguns jornalistas se arroguem de tanta importância, petulância e arrogância, não sendo em vão que também são considerados o "4º Poder".





Por outro a palavra DIREITO também é definida como: faculdade concedida a uma pessoa para mover a ordem jurídica a favor de seus interesses.

Talvez por esta definição, tantas vezes se ouve, quando algo incomoda a nossa maneira de estar : - Mas isto é legal?? - Não há direito!!!

Justificando-se também e por isso, aqueles que, por conhecimento da Lei, desta se vão libertando, e os outros, os desgraçados que não conhecem nem a Lei nem a prática do Direito, são os eternos condenados, pois e desde logo, à cabeça aparece peremptória: "A ninguém aproveita o desconhecimento da lei".
Já a JUSTIÇA, de maneira simples, diz respeito à igualdade de todos os cidadãos (perante a Lei).

Embora alguns maldosos digam que: " A lei é igual para todos (...) aqueles que têm posses para pagar os custos da justiça", acho que também não é tanto assim, até porque, o erário público, é chamado a pagar as custas a quem não tiver possibilidades de o fazer...

Agora, sem dúvidas que a Justiça (para além de ser cega), tem de lidar, da mesma forma, com leis justas, com menos justas e ainda com outras totalmente injustas, o que, convenhamos, não deve ser nada fácil - acrescendo ainda que a Justiça só é chamada a julgar os que são apanhados a "prevaricar".

Pondo isto de forma simplista, é mais ou menos assim : Se eu for a conduzir uma viatura e ultrapassar um traço contínuo, duas coisas podem acontecer - a Polícia não vê e eu sou um condutor exemplar, ou a Policia viu e eu sou condenado a ficar sem carta de condução por manobra perigosa.

Se passar a analisar uma coisa muito mais séria, mas ainda e sempre da maneira mais simples possível, fico sem saber em que estado estou eu, no qual está a Justiça e como está o País!?!

Pensando na discussão, braço de ferro, o que seja, entre a Assembleia da República (já agora, a palavra república também significa "negócios públicos") e a Presidência da República, sobre o articulado no novo Estatuto da Autonomia dos Açores (como se as dignas aves estivessem preocupadas com tal), fiquei estupefacto quando, através dos senhores jornalistas, fiquei a saber que o culpado seria o Sr. Presidente da República, pois quando enviou o caso para análise por parte do Tribunal Constitucional, não solicitou a verificação do artigo, que agora é o «pomo da discórdia».

Então coloquei a mim mesmo, algumas questões:
- O Parlamento, quando vota uma Lei, não tem a obrigação de saber se a dita, se enquadra com a nossa Lei principal, que se chama Constituição??
- Não têm que saber, nem obrigação, porque isso é da responsabilidade de um tal Tribunal Constitucional? (e a mim, desgraçado pé-descalço, nada me serve apelar para a compreensão de um qualquer Juiz, alegando o meu desconhecimento da Lei??)
- Quando um diploma é enviado ao Digníssimo Tribunal Constitucional, este elevado Orgão da Justiça(?) apenas analisa as dúvidas levantadas, partindo por isso do errado princípio que, no restante, se não há dúvidas é porque está certo??
- E tudo isto, ainda que seja do conhecimento do Tribunal Constitucional, que os senhores Deputados, podem desconhecer (ou não ter obrigação de...) as Leis??

Estão a gozar comigo, e os meus impostos também servem para pagar estas coisas!


Sobre a JUSTIÇA DE FAFE, aconselho a quem não lhe conhece o significado, a visitar aquela linda cidade, no coração do Minho, e que se arme em valentão, e verificará com facilidade como um simples varapau lhe deixa as costas "num feixe" (em Fafe ninguém fanfe...).

Lembrando-me de uma estátua colocada nas traseiras do Tribunal de Fafe (espero que ainda lá esteja), insinuando que quando a justiça oficial não funciona, a mão popular apresenta-se, faço um apelo, que no meu entender, é legal :

Atendendo à Tradição, se em Barrancos, se podem matar touros, contrariando a Lei vigente, pelo mesmo princípio, Fafe devia ter a sua Justiça reconhecida em forma de Lei :

"Viva a Justiça de Fafe!"

E depois meus amigos, era só levar alguns vaidosos, que por este país abundam em demasia, até aos arredores daquele Concelho, embora este não mereça ser conspurcado pela presença de tais personalidades, e aplicar-lhes a Justiça de Fafe, já que à dos Tribunais, esses meninos se auto-protegeram com a IMUNIDADE PARLAMENTAR.

E para terminar esta divagação, e como estou em maré de significados, vejamos:

imunidades parlamentares são prerrogativas que asseguram aos membros de parlamentos ampla liberdade, autonomia e independência no exercício de suas funções, protegendo-os contra abusos e violações por parte do poder executivo e do judiciário.

Repararam? Os parlamentares reconhecem, e por conseguinte a nossa Casa Legislativa (Assembleia da República) que os poderes executivos e judiciário cometem abusos e violações!!
Eles estão protegidos! E nós???

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A Dª BRANCA DEVIA SER INDEMINIZADA!!

Em meu entender, o Sr Bernie Madoff, devia antes de mais, ser condenado a pagar uma indemnização à família de D. Branca - A Banqueira de Povo, por plágio e por fuga ao pagamento de direitos de autor.

Quanto aos prejudicados com o caso, é de lamentar que, especialistas de todo o mundo, não tenham tido a capacidade de distinguir uma fraude dentro da sua área de especialização.

Mas tenho que tirar o meu chapéu à classe política mundial ! Com que velocidade se demarcam da situação, e assim, dando a entender que nenhuma responsabilidade lhes cabe, apresentando-se, outrossim, como possíveis salvadores da situação, sem ainda saber, quais as consequências, quanto mais a terapia!?!

Na minha ignorância, pergunto-me, afinal os responsáveis, pelos Bancos Centrais dos países, os responsáveis das várias CMVM, dos Organismos Reguladores, são nomeados ou são eleitos?

Ora se são nomeados, como podem os políticos saltar fora, como se nada tivessem a ver com isto?

Alguém me explica?

domingo, 14 de dezembro de 2008

AFINAL NÃO ERA SÓ UM FLATO ! - TEMOS A BURRA NAS COUVES !


Olá, se temos!

Então não é que o homem, ouviu o apelo que aqui deixei em 22 de Novembro p.p., e se prepara mesmo para dar um pontapé democrtático no traseiro da arrogância com que temos sido tratados, por quem se acha dono e senhor da verdade e do País, rodeado e servido por uma alcateia, que não conhece outra maneira de lhe agradar, para defender o seu assento, que não seja a utilização da mesma ou ainda maior, arrogancia e prepotência?

Claro está, que dentro da sua rodoma, o nosso 1º, deu a entender que a reunião da esquerda, de 14/12/2008, na Aula Magna, em nada o incomodava... (Morde aqui a ver se eu deixo?).

"VAME'ZEMBORA MANEL!" - Como cantava Mário Mata. Que se una a esquerda, com ideias, com vontades e ações, para ver se isto pula e avança, pese embora a descrença (ou dor de cotovelo) de Jerónimo de Sousa, que para desacreditar a iniciativa, logo deu a entender: Camaradas, conforme está a situação isto não vai lá só com ideias.! - Ele que disse " Se o Bloco espirrar o P S contispa-se todo!" - quer agora também reduzir a cacos, a inciativa de Manuel Alegre, como se não fosse das ideias que nascem os ideais, e destes que se parte para a acção.

Tenho para mim. que a esta hora, o nosso 1º já ouviu o discurso do Manuel, já pediu à Tia Milu, para lhe ir comprar remédio para a Gripe, pois agora não é constipação, e certamente, sem dizer nada ao pior Ministro das Finanças da Europa, segundo o Times.


terça-feira, 9 de dezembro de 2008

UMA PEQUENA MUDANÇA DE NOME MANTENDO O VISUAL


Foi considerado pelo seu criador, que este blog - anteriormente designado por: "Do Tem Dias", dado tratar-se essencialmente, de uma tentativa de escárnio e mal-dizer - metendo o nariz onde não é tido, nem achado, nem chamado, metendo os pés pelas mãos, simbolizando um "xico-espertismo", bem à sua maneira - mudasse de nome, para outro, mais consentâneo consigo mesmo.

Assim, recorreu às suas algarvias origens, para ir buscar o "MUITO SEI EU!" , expressão usada para significar : sei lá!, sei lá disso!, não sei! ( ver Dicionário do Falar Algarvio de Eduardo Brazão Gonçalves - obra patrocinada pela Delegação Regional do Algarve do Ministério da Cultura - por conseguinte, uma obra séria).

Entendendo que esta explicação era devida, decidiu por isso "blogá-la".

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O ESTADO DO CAPITALISMO OU O CAPITALISMO DE ESTADO OU O ESTADO CAPITALISTA?

Tenho observado um tira e põe e um põe e tira, que cada vez mais reforça a ideia, que não percebo patavina do que se passa, mas como toda a gente, tem vindo a terreiro, dar a sua opinião sobre os diversos assuntos que nos surpreendem todos os dias, também eu me atrevo a opinar, embora corra os evidentes riscos de dizer algumas alarvices.

Não começando pelo princípio, mas pelos PRINCÍPIOS, que havemos de pensar de um sistema assente no deus norte-americano : o dollar! e de um povo que, para não deixar dúvidas da sua idolatria, rotula na própria nota :" Em Deus nós acreditamos" - mas para que isto aconteça têm que haver dollars:O mundo foi-se moldando ao "american way of life", copiando os seus modelos de negócios, vindo a entregar-se ao "deus-mercado" (chefe supremo da religião materialista), a quem, vá lá saber-se a razão, foi dado o poder de se auto-regular.
Confessam-se agora, batendo com a mão no peito: perdoa-me dollar porque errei!
Quando na realidade o mercado tinha outra ideia sobre o dollar: "Nas Fraudes nós Acreditamos":


E na realidade as Fraudes aconteceram e o castelo de cartas ruiu.

Todos os países que se converteram a esta religião do "deus-mercado", viram os seus governos a manipular milhares e milhares (que antes não havia para ninguém), para salvar os templos da sua religião: Os Bancos!

Ninguém ligou às sábias palavras de Thomas Jefferson, em 1802 (tirando o meu amigo José Pereira que no outro dia me alertou para elas):

Thomas Jefferson (13 de abril de 1743 – 4 de julho de 1826), 3º Presidente dos Estados Unidos da América.



*«Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram.»*

Seria bruxo???? - Não, uma vez que também afirmou:"Os padres de várias seitas religiosas [...] temem o avanço da ciência como as bruxas temem a chegada da luz do sol, e franzem o cenho para o arauto fatal anunciando as subdivisões dos ludíbrios que defendem."

Era certamente uma pessoa de bom-senso.

A origem da CRISE actualmente instalada, como de imediato foi explicado, tem duas origens : A Ganância e a outra : O convencimento do presidente do Reserve Bank dos USA, como ele próprio o admitiu, que o Mercado podia andar livremente e sem contolo - posição fortemente defendida pelo Neo-Liberalismo.

Asneiras, como o terrorismo internacional e internacionalista (como o dollar), as guerras "Bushianas" (pai e filho), o trambolhão das Torres, e toda a incerteza que daí nasceu, vieram acelarar todo este embróglio - considero-as as causas próximas .

E a confusão é tanta que para nosso espanto, ouvimos o Bush (filho) - referindo-se à brutalidade da asneira da intervenção no Iraque - dizer, que não estava preparado para a guerra e lamenta não ter tido a informação correcta sobre a existência das armas de destruição massiva. É possível alguém ter este descaramento???

Pelos vistos é!

Será que o dollar seguirá destino natural de todos os deuses materialistas, sem qualquer base espiritual?



Mas no que refere a descaramento, há um português que ganha a todos :

O 1º Ministro de Portugal - Sua Excia., o Sr. Engº Pinto de Sousa.

Depois de todos os analistas, juntamente com o Sua Excia o Sr. Ministro das Finanças, afirmarem que 2009 será um ano bastante mais difícil, o nosso 1º afirmou no dia 3 de Dezembro de 2008:

«As famílias portuguesas podem esperar ter um melhor rendimento disponível em 2009, que advirá da baixa da Euribor e da baixa da taxa de juro. Isso vai aliviar muito as famílias nas suas prestações para pagarem os créditos à habitação, que são hoje uma componente muito significativa das despesas familiares»,

Rendimento disponível das famílias aumentará

Mas, segundo o primeiro-ministro, as boas notícias não se ficam por aqui.«As famílias portuguesas podem esperar em 2009 ter uma inflação mais baixa e portanto ganharem poder de compra, como vão ganhar poder de compra os funcionários públicos, como não ganhavam há muitos anos», afirmou também.

Por outro lado, disse Sócrates, as famílias portuguesas «podem também esperar ver as suas despesas reduzidas com a gasolina, fruto da baixa do preço do petróleo, ajuda que se sentirá também ao nível da economia portuguesa».

É de sublinhar que os preços do petróleo voltaram esta quarta-feira a cair para novos mínimos de três anos, tendo cotado abaixo dos 45 dólares em Londres.

«Estas três componentes aumentarão o rendimento disponível das famílias para o ano de 2009.»

Fonte : IOL Portugal Diário de 5 de Dezembro de 2008.

Eu, na minha ignorância, pergunto:

- Em primeiro lugar, vão baixar 2 taxas: a de juro e a Euribor?? ( sem comentários)

- E um tal de " Sr. Spread " ? Também descerá uns degraus - leia-se percentagem?

- Como é possível alguém prometer isto, com base em 3 pressupostos (que afinal são 5 : taxa de Juro + Euribor + Petróleo + Inflação + Ignorância), que nem sequer pode controlar?

- No país do Sr Engº Pinto de Sousa, todas as famílias têm habitação própria com crédito bancário? - Todas as famílias, têm carro próprio? - Se assim é, para que existe um tal de "rendimento mínimo" comendo uma expressiva fatia dos nossos impostos?

- Já alguém viu descer o preço de qualquer bem alimentar, nomeadamente do pão, face à baixa dos preços das matérias-primas?

- Já começou a campanha eleitoral? - se for esse o caso, então está justificado, porque em campanha tudo pode ser prometido e sem qualquer responsabilidade, pois, como afirmou Charles Pasqua, velho correlegionário do General de Gaulle : « as promessas eleitorais só obrigam os que nelas acreditam»

E termino esta divagação voltando a citar Thomas Jefferson - com a veleidade de pensar o seu pensamento possa vir a chegar ao conhecimento do nosso 1º):
"Cuidar da vida humana e da felicidade, e não da sua destruição, é o primeiro e único objectivo do bom governo."(31 de março de 1809).

e, globalizando agora (bonito não é?), as minhas dúvidas, atendendo que ainda não acredito no fim do capitalismo ( se acreditasse não jogava no Euromilhões), mas face a tantos pedidos de intervenção do Estado, por parte de quem até há dias o acusava - à unhada e à dentada - por ainda ter um excessivo peso nas empresas, estamos perante qual das situações:

O estado a que chegou o Capitalismo, no Capitalismo de Estado, ou no Estado Capitalista?

Haverá quem me esclareça?