OS SETE PILARES DA SABEDORIA:

Inteligência, Conhecimento, Paciência, Prudência, Justiça, Honestidade e Coragem

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A PRODUTIVIDADE


Somos constantemente confrontados com esta palavra por tudo que é classe dominante ou dominadora, seja ela política, patronal ou sindical.

Todo o mundo que bota faladura, mete a palavra no seu discurso, umas vezes a torto, outras a direito.

E vão tentando passar a mensagem que isso – não para o bem, mas para o mal – tem a ver com a classe trabalhadora.

E também, o que é pior, é que para o mal, tal palavra tem conotação com os ordenados de tal classe.

Para não ser comido por ignorante consultei a Wikipédia e encontrei:
«A produtividade é basicamente definida como a relação entre a produção e os factores de produção utilizados.
A produção é definida como os bens produzidos(quantidade de produtos produzidos). Os factores de produção são definidos como sejam pessoas, máquinas, materiais e outros. Quanto maior for a relação entre a quantidade produzida por factores utilizados maior é a produtividade.
A produtividade é muitas vezes medida por trabalhador mas em muitas situações onde os custos com pessoas são uma percentagem reduzida dos custos totais têm que se ter em conta os outros factores necessários para produzir os resultados pretendidos.
O grau de produtividade de um agente económico (pessoa,
empresa, país, etc.) é, regra geral, um dos melhores indicadores para a medição do nível de eficiência e eficácia do mesmo.»

Ora cá está : “A produtividade é muitas vezes medida por trabalhador”.
E para o mal dos trabalhadores, a tal classe portuguesa dominante ou dominadora, só sabe esta frase.


Não estudou o resto: “mas em muitas situações onde os custos com pessoas são uma percentagem reduzida dos custos totais, têm que se ter em conta os outros factores necessários para produzir os resultados pretendidos.”
Talvez porque esta parte seja mais difícil de decorar.


E também têm a preocupação de nos atirar para a cara, que os trabalhadores portugueses são muito pouco produtivos.


Depois, porque não o podem negar, vêm as estatísticas informar que há um pequeno país na Europa (mais ou menos do tamanho do nosso Alentejo) - Lxemburgo - que é o campeão da produtividade, e onde o poder de compra da população é o maior da dita Europa, deixando os alemães a milhas e a roerem-se de inveja.


Então, eu trabalhador ignorante começo a deduzir que o tal grande poder de compra deve ter a ver com os ordenados que os luxemburgueses ganham, já que os bens de consumo têm, mais coisa menos coisa, o mesmo preço que em Portugal.


E começo a pensar, sim, a pensar, que é uma coisa que os trabalhadores também fazem, embora a classe dominante ou dominadora pense que não, dizia eu, começo a pensar que “algo vai mal no reino da Dinamarca” (como dizia Hamlet). Porquê?


Pelo seguinte conjunto de 3 (três) factos : - Os portugueses são considerados óptimos trabalhadores em qualquer parte do planeta (excluindo Portugal); - 30% da população do Luxemburgo é constituída por portugueses; no Luxemburgo, a produtividade dos trabalhadores portugueses é reconhecida, e contribui para o maior exemplo europeu de um país produtivo.


E por isto, vou pensando (outra vez?), se a tal questão da pouca produtividade portuguesa, não será antes culpa dos meios e da organização que as classes dominantes ou dominadoras colocam ao dispor.




Por exemplo : Uma auto-estrada é adjudicada por um valor. Antes de se iniciar, já o seu custo subiu para o triplo ou mais (quem o diz é o Tribunal de Contas, não me metam a mim na alhada), depois de iniciada, trava porque passa numa terra de minhocas e os ambientalistas não sabem como salvar as ditas, altera-se por isso o traçado, que obriga a mais duas pontes, que vai demorar mais tempo que o previsto, e criam então um prémio se a construtora conseguir acabar mais cedo.

Como é que isso fica depois de concluída, em termos de produtividade?
Péssimo, porque o ordenado dos trabalhadores é muito elevado!



MUITO SEI EU!!!

domingo, 6 de dezembro de 2009

E AS RESPOSTAS?



Por força de uma férias invernosas, que tiveram o condão de me acarinhar com o quente dos lençóis, em vez da saudável vida de passeio, pois a tão necessária como chata chuva que teima em demonstrar que quem manda é mãe Natureza (por enquanto, pois isto também está a mudar), desmotiva qualquer vontade de sair, seja qual for o motivo.

Assim, fui acompanhando via televisão, algumas cenas da vida política do país, acho que vi aquilo a que chamam o "País Político".

Conhecem certamente a teoria dos universos paralelos - no Youtube pode encontrar, magistralmente apresentado, um vídeo da BBC sobre o assunto - e Portugal à sua pobre e tosca maneira tenta fazer crer que existem, não os universos teóricos e da forma como os cientistas tentam explicar, mas sim de duas realidades paralelas, que como o próprio nome indica, por mais que se prolonguem nunca se encontram : o "País Político" e o "País Real".

O interessante é que têm muitas coisas em comum : má língua, cuscuvilhice, insultos, sujidade, becos nojentos cheios de ratazanas ( até fizeram uma desratização e obras novas na A.R.), corruptos (de palavreado) e gozo, montes de gozo, mas muito mais no "País Político" que no "País Real".

Se me fosse dado escolher, eu preferia viver no "País Político". É muito melhor, tem uma campainha para chamar a malta, tem ordenado garantido, não se ouve falar de fome, de desemprego nem de salários em atraso.

E tem uma coisa formidável : Podemos fazer perguntas ao Primeiro Ministro!

Não se espantem pelo meu espanto. É que eu nunca tinha visto de fio a pavio uma sessão da A.R., com o P.M. presente, e para o efeito.

No fim da sessão, fiquei com o sabor amargo da desilusão.

Não pelos insultos e insinuações de parte a parte, pois isso até que foi divertido, principalmente, ver que afinal o lobisomem ainda existe (aquela coisa do animal feroz e tal...).

A desilusão prende-se com o facto de vários lideres de partidos terem feito perguntas ao P.M., pedindo resposta objectiva à pergunta também ela objectiva, e em vez da resposta esperada, vinha uma reprimenda das antigas, porque ninguém tinha ligado pevide ao que o homem tinha dito na abertura do debate ( combate?).

E o P.M., transforma-se mesmo! quando a pergunta é provocatória e o homem sabe que não resposta nem razão, é ver o animal feroz que existe nele, a sair e a insultar com uma rispidez que eu nunca pensei possível num menino de oiro.

Mas voltemos ao assunto: A coisa formidável de fazer perguntas ao nosso 1º, acarreta uma tristeza muito grande - não têm resposta.

LAMENTÁVEL.

Mas é o País Político que temos, lá colocado pelo País Real. (será que este Real tem a ver realeza e por conseguinte com monarquia quando afinal estamos numa república bananística ou não, e daí toda a confusão?).

MUITO SEI EU.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

AS ESCUTAS, OS ESCUDOS E OS QUE SE ESCUDAM COM AS ESCUTAS


"Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavra, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo [...]" ( Guerra Junqueiro 1850-1923)
É impressionante a actualidade destas palavras.
Em Portugal assiste-se ao crescimento em flecha, de um fenómeno relativamente novo entre nós: As Escutas! - As escutas não são as meninas que seguem alegremente o escutismo de Baden Powel. Nada disso.Tratam-se de uns marmanjões que à socapa, vão escutando conversas telefónicas, e todos nós, neste mundo cada vez mais orwelizado - onde os porcos (por via da gripe) são os actuais cavaleiros do Apocalipse - estamos sujeitos a cair nas suas malhas.
Por esta via se vai descobrindo o que se pretende coberto, e que muitos insistem em ir cobrindo.
Mas o lençol é curto, e como sempre se tapa a cabeça, não tapa os pés, e se o esticam demasiado, como não é elástico, e por força do uso, já bastante puído, acaba por se rasgar no meio, deixando à vista um ventre sujo, nojento até, cujo nauseabundo aspecto, serve de desculpa para não se olhar com olhos de ver.
Apenas ouvimos, e mal.
Os implicados vão desfilando, mas ou pelo tamanho do peixe ou pela larga malha da rede, desconfio que muito pouco se apresentará na lota para ser comprado, e dado o que representam, serão retirados sem licitação, e lançados de novo ao mar, onde felizes e contentes continuarão a nadar nas águas cada vez mais poluídas que os próprios alegremente contaminam.
E a querer comprovar que assim será, num passe de mágica já viram as escutas contra quem as autorizou, e contra quem as efectuou.
Gente sem escrúpulos que por querer cumprir escrupulosamente a lei, lançam atoardas contra não importa quem.
E de libelos acusatórios, passam a escudos de defesa, contra-argumentando que se pretende com tal, apenas denegrir a imagem, a personalidade, o carácter(?), a vida pública e privada dos alvejados, recorrendo a obscuras manobras de interesses escuros, não se sabe bem de quem, nem porquê!
E os seus amigos, tentam convidar o povo, a mais uma vez se colocar ao lado dos "coitadinhos", que sem julgamento sequer, pretendem apedrejar até à morte (se possível física), em plena praça pública.
E assim, os "coitadinhos" com as escutas se escudam, caladinhos, deixando que outros venham a terreiro fortificar o escudo, pois também estes sabem que se o escudo quebra, caem os "coitadinhos" e eles também.
Mas podem os arguidos estar descansados, pois desde a segunda metade do século XIX nada mudou, e torno a pedir ajuda a Guerra Junqueiro:
Tem Portugal "Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonha, feixes de miséria, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia de um coice, pois que já nem com as orelhas é capaz de sacudir as moscas. [...]";
MUITO SEI EU !!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

DA NECESSIDADE DA CULPA E DO CULPADO

Reflexões sobre a culpa, deixo-as para os entendidos - Rosseau, Nietzche e outros que tais.
Vou divagar sobre as culpas reais ( de realidade e não de realeza).
Seja o que for que aconteça, de bom, de mau, de nem bom nem mau, é da minha natureza tentar saber de imediato : A quem? - Quem foi? - Por culpa de quem?
Não ter resposta a estas perguntas, provoca-me uma espécie de ângustia existencial, e não descanso enquanto não encontrar os culpados ou, na sua ausência, alguém a quem possa atribuir a culpa.
Não me interessam os porquês. O que interessa é o facto em si, e a quem aconteceu, quem foi que o fez, e por culpa de quem (sei que muitas das vezes não é quem faz que é culpado).
Se se tratar de um bom acontecimento, a angústia não aparece, pois a curiosidade domina, e por norma não dolorosa.
Por exemplo: O jackpot do Euromilhões saiu a um anónimo da Cochinchina..
A minha reacção é: Sortudo! Quem é o fulano? Anónimo? Sempre o mesmo! e fico por aqui.
Nem sequer me interrogo como tal foi possível, uma vez que na Cochinchina não se joga o Euromilhões. Provavelmente por qualquer intuição inconsciente (instintiva?) me coloca o cochinchinas na Europa, quando jogou.
Se o acontecimento é mau, aí o caso muda de figura. - A CULPA SÓ EXISTE NO QUE É MAU - Chego a ter pena da culpa pois acho que não tem culpa nenhuma da conotação negativa que lhe deram.
Mas tem algumas "nuances" interessantes:
Atentado em Espanha:
A quem? - aos espanhóis; Quem foi? - a ETA; Culpa de quem? - duns fulanos que acham que o País Basco deve ser independente e de outros que acham o contrário.
Minha reacção: Aquela malta nunca mais tem sossego. Nós é que precisávamos de uns quantos etarras por aqui, a ver se estes fulanos (políticos, chefes, polícias, etc.,) deixam de fazer o que lhes apetece e tratar da malta como carneiros.
Atentado da AL-Quaeda :
Minha reacção: O quê? Qualquer dia é connosco. Maldito Durão Barroso que entendeu colaborar com a invasão do Iraque. Para quê? Passou de alguns assassinatos por ano para centenas de mortes por dia. E ainda por cima se corre o risco do tal Bin Laden se virar contra nós.
Reparo que nesta reacção, identifiquei um culpado ( Durão Barroso), que não é o mesmo que fez (Bin Laden).
Atentado não reivindicado : O pior de todos.
Minha reacção: Mau Maria! Isto já é da Joana? Qualquer um que se lembre, provoca por aí atentados sem mais aquelas? Quantos morreram? E que diz a Policia? E as secretas? Ninguém sabe nada?
Qualquer dia vêm para cá fazer a mesma coisa, e depois? Se não sabem quem é, nem quem foi, como vão actuar?
Ainda bem que os carros vão ser obrigados a ter um “CHIP” (controlador humilhante de inúmeros portugueses), e assim o Big Brother sabe por onde anda a malta quase toda.
Mas se for um carro estrangeiro, não traz CHIP.
Isto quer dizer que o (nosso) Estado considera que apenas os portugueses é que devem ser vigiados, por conseguinte, os culpados.
Não seria melhor colocar uma pulseira electrónica em cada um? Assim também se controlavam os que andavam a pé, de bicicleta, de patins, de skate, de off-shore, etc.
Raio de feitio o meu. O que vale é que o resto das pessoas não pensa como eu.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O FINAL FELIZ !

E em 11 de Outubro do ano da graça de 2009, terminou o jogo eleitoral deste ano.


Este SET teve a vitória do PSD - Terá tido? - Teve! à tangente mas teve! Então o resultado final foi de :


PSD 2 - 1 PS.




"Comme d’habitude” continuo fiel ao Match à melhor de 3.



Assim, terminou o 3º e último Set, este destinado a esclarecer qual dos contendores (leia-se candidatos), conseguiria obter o maior número de chefias de órgãos autárquicos.



Ganhou o PPD/PSD, por ter conseguido eleger o maior número de presidentes de Juntas e de Câmaras.



Ficaram assim distribuídas (considerando apenas as câmaras para não complicar o que já complicado é), num total de 307:


PPD/PSD 138 Presidentes >>>>> 44,805 %
PS…………. 131 Presidentes >>>>> 42,532 %


Os dois Partidos somam 269 câmaras, ficando 38 para os restantes, cabendo a maior fatia à CDU (28), Independentes (7), CDS (1) e BE (1).


Mas esta leitura estará correcta? – Claro que não.



Pela coligação PPD/PSD+ CDS/PP + outros, foram nomeados 22 presidentes, e que conforme o acordado, funciona a sua escolha, numa proporção de 80% - 20%, o que implica que na realidade, estejam nomeados apenas 133 (116+17) presidentes do tal partido vencedor, ou seja, apenas mais 2 que o PS.


Acho bom que o PPD/PSD leia este Blog, para não dar a César o que não lhe pertence (por muito que custe).



Mas, como posso eu insinuar que existiram vitórias e derrotas, quando, segundo os discursos dos partidos, só houve vitórias?



É que isto de contas políticas (ou de políticos) é coisa de loucos. A matemática politóloga não é tão merecedora de confiança como a pura, pois os seus intérpretes conseguem dos mesmos números tirar as mais díspares conclusões.


Se eu me colocar ao lado deles (políticos), vejo de imediato a primeira ou primária leitura: Todos ganharam!





Mas não contente com uma análise tão primária, e porque ouço todos os partidos expressarem o seu contentamento pela vitória no acto, fazendo contas a votos conseguidos e não a orgãos eleitos, tirando conclusões como se de eleições Legislativas se tratassem, vim também eu espreitar por este lado do vidro, e na realidade há números que dão que pensar ( principalmente ao vencedor).



Vamos então a números:


Inscritos para votar : 9.374.554


Apareceram nas mesas de voto: 5.531.444


Não ligaram(?) puto ao assunto (apesar de 2 apelos de um PR caído em desgraça): 3.843.110 que representam 41% do universo eleitoral.

Primeira conclusão: A Dona Abstenção continua imbatível.




E mais números:


1) O PSD+CDS+outros, com 2.141.486 atingem 38,71% dos votantes;


2) PS com 2.083.280 chega a 37,66% dos ditos votantes.




Então, continuamos com o PPD/PSD vencedor já que é ele que lidera todas as coligações - esta é a conclusão na óptica Social-Democrata, mas já não será assim aos olhos dos outros.




Veja-se:



Comecemos por dar o verdadeiro nome aos burros :


PSD+PP+outros = 38,71% de quem votou >>>22,84% dos Inscritos.

PS = 37,66% de quem não faltou ao voto >>>>22,22% do total Nacional.



Mas não está certo, não se fazer a destrinça de quanto são os votos para cada um dos parceiros da coligação Democrata, e referir as restantes forças, até ao 5º lugar (para ver quem vai às competições).



Assim recorrendo à informação prestada pela minha principal fonte (a imprensa), chegamos a outros números:


Percentagem do País Real:


1º - PS = 22,22% (2.083.280 votos)

2º - PPD/PSD = 13,53% ( 1.269.251 votos)

3º - CDU = 5,75% ( 539.716 votos)

4º - CDS/PP = 1,82% ( 170.641 votos)

5º - BE = 1,78% ( 167.063 votos)

Daqui se infere :

1º - O PS é o claro vencedor dos votos expressos;

2º - O PPD/PSD nem por isso;

3º - A CDU passa para a 3ª força política;

4º - O CDS/PP volta para o seu lugar de direito;

5º - O BE reduziu-se à sua insignificância.


Interessante. Mas também posso ser acusado de estar a prejudicar o PPD ou o PP uma vez que a tal de coligação democrática obteve 537.053 votos que não estão ainda considerados.


Ora, partindo do princípio (tinha de partir de algum lado), que a votação foi de 3 para 1 favorável ao PPD devo adiccionar:


+ 358.035 votos para o PPD/PSD

+ 179.018 votos para o CDS/PP

- Vão alterar os totais mas não as posições.


e ainda,


considerando que as coligações destes dois partidos com os até agora designados por "outros", totalizaram 333.473 votos e permito-me recalcular e dividir estes votos numa base de 65% (216.757 votos) para o PPD e 30% ( 100.041 votos) para o PP e teremos como resultado final dos votos Autárquicos, lidos como Legislativos:


1º - PS - 22,22% (Real) = 2.083.280 votos >>>>> 37,66% (dos votantes)

2º - PSD - 19,67% (Real) = 1.844.043 votos >>>> 33,34% (dos votantes)

3º - CDU - 5,75% (Real) = 539.716 votos >>>>>>> 9,76% (dos votantes)

4º - CDS/PP - 4,80% (Real) = 450.000 votos >>>> 8,14% (dos votantes)

5º - BE - 1,78% (Real) = 167.063 votos >>>>>>>> 3,02% (dos votantes)




Ficou bastante elucidativo não acham?


Mas voltemos ao início:


Quer queiram quer não, foram Eleições Autárquicas, e as comparações feitas acima têm o valor que têm.


Ganhou o PPD/PSD por maioria simples.

Ponto.



E para terminar, pois não resisto, tenho de comparar estas Autárquicas com as de há dois anos atrás, e com o que foi dito no fim das Legislativas e no final destas.


BE - que banhada não? Nem um mandatito em Lisboa (essa "Fazenda" não faz mais fatos, digo eu). E no Porto, nem a maioria do Rui Rio foi beliscada, antes pelo contrário.


CDS - caramba! Lá se foram os dois dígitos outra vez. Nem deu para aquecer.- Valham-lhe os limianos.

CDU - camaradas afinal sempre perderam alguma coisita (lá foi Beja)mas têm lugar no pódio!


PS - quando ganhou as legislativas, perdendo mais de meio milhão de votos e não sei quantos deputados :"o PS obteve uma vitória esmagadora"! - agora que ganhou 20 Câmaras e quase batia o PSD (faltou um bocadinho assim...) diz que :"o PS esteve muito bem nestas eleições".

PSD - depois de dizer que aquilo que o PS teve nas Legislativas foi uma tremenda derrota, depois de perder 19 Câmaras e ter tido um dos piores resultados em Lisboa, apresenta o "partido com uma grande vitória eleitoral"!


E,



MAIS UMA VEZ GANHA QUEM PERDEU!


É NOVA TENDÊNCIA OU COMEÇA A SER VÍCIO?

Para terminar os terminados apresento as minhas conclusões ( finalmente!) após os 3 Actos:

BE E CDS (os extremos atraem-se) não conseguem partir do Geral para o Particular - O POVO acha-os necessários lá longe (na Assembleia) para fazerem barulho, mas nada de misturas muito próximas.

CDU não consegue partir do Particular para o Geral - O POVO quer vê-los por perto (rédea curta?) e nada de andar lá pela AR a discutir pois já não têm garganta para isso.

PPD/PSD a verdade da mentira funciona mal ou não funciona de todo - O POVO dificilmente vai à bola com quem tem a mania que só ele é que fala verdade.(e logo em política!)

PS a mentira da verdade funciona bem melhor - O POVO, vá-se lá saber porquê, gosta de ser enganado. Provavelmente porque a mentira sobre a verdade é muito mais suave, não é tão dura, e fere menos o ouvido.

A FRASE : O português, ainda não sabe a força que tem o seu voto.

Proferida por Almeida Santos, advogado, quase retornado (safou-se antes e trouxe tudo o que tinha), membro do PS, ex-deputado e ex-presidente da AR, comentando a Abstenção no último acto eleitoral.

Tem este senhor toda a razão. Se o português soubesse a força que tem, há muito que esta classe politica tinha sido despejada nalgum aterro sanitário.



MUITO SEI EU!












sexta-feira, 2 de outubro de 2009

CULPA DA ARBITRAGEM !

Pois assim parece.

Pensava eu que podia levar esta série de actos eleitorais numa de Ténis, quando esta malta, se atira para uma linguagem tipicamente futebolística, mas que ainda assim, e apesar de algumas comparações que serei “obrigado” a fazer, vou tentar continuar numa de “Portugal Closed” (porque só entram jogadores nacionais), e como é sabido, este ano é jogado à melhor de 3, registando-se nesta um empate a 1 “set.”, entre o “TGV sim” e o "TGV não”, com a próxima ronda agendada para dentro de 15 dias (menos dia).

Mas que grande alarido, confusão e contestação trouxe a ronda que agora terminou.
Como se não bastasse as equipes terem mudado de nome, ainda por cima todos os intervenientes (e não só), protestam contra o árbitro e este contra uma das equipas.

Analisando de mais perto, começa pelo árbitro se manifestar publicamente contra o “TGV sim”, que mandou emissários para o pressionar e isso ele não admite a ninguém.

Vai daí o “TGV não” alegou que essa declaração peca por tardia, pois se tivesse sido feita mais cedo, outro galo (neste caso, galinha) cantaria.- Fez-me lembrar o Boavista a reclamar sobre a decisão do tribunal que considerou nulas as escutas telefónicas (sempre elas) no caso do dourado apito, e se a magistratura se tivesse pronunciado antes, o clube não teria descido de escalão.

Por sua vez, o “TGV sim”, directamente visado pelo árbitro, que durante o jogo não teve coragem de lhe mostrar qualquer cartão, nem amarelo nem vermelho, veio a terreiro, qual Paulo Bento irritado, enunciando datas e factos, a dizer que lhe querem atirar com areia para os olhos, pois sem sombra de dúvida que a (não) intervenção do árbitro teve influência directa no resultado, considerando-se prejudicado, e por isso é que, embora ganhando, perdeu tanto.

E como não podia deixar de ser, cronistas, jornalistas, e afins (e até eu), querem que a festa continue.

Uns com o intuito legítimo de venderem as suas publicações.

Eu, com o secreto desejo, há tantos anos recalcado, que este povo finalmente acorde e dê a esta classe política, que, gritando que nos quer servir, só sabe servir-se de nós, dizia, dê a esta classe política o valente pontapé no traseiro, que há tanto tempo procura e já é bem merecedora.

MUITO SEI EU!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

VAMOS A CONTAS

Fim do 2º Set

Resultado eleitoral actual : "TGV sim"(ex-Freeport) 1 – 1 "TGV não"(ex-BPN)

As equipas mudaram de equipamentos e arranjaram outros patrocínios (sponsers), deixando cair as camisolas iniciais, encontrando-se completamente descaracterizadas.

Deixaram inclusivamente as raquetes em casa e trouxeram chuteiras, pois dedicaram-se ao futebol - mas sobre isso escreverei depois de assentar as ideias sobre as reacções surgidas após o acto.

Primeiro as contas :

Mais uma vez, vitória clara da Abstenção com 3.678.314 de malta que, com todo o direito, não se quer deixar governar, ou que não reconhece aos partidos candidatos, capacidade para o efeito, representando 39,40% do eleitorado.

Os que não se importam de ser governados, (é uma posição muito mais cómoda e sempre têm alguém a quem culpar em caso da coisa correr mal) ficaram assim divididos:

O PS com 2.068.665 de votantes, atingindo 22,15 % dos portugueses com mais de 18 anos, equivalente a 36,56% dos que não se importam;

O PPD/PSD (caracterizado por ter mais dois P e dois D que o PS) com 1.646.097 de simpatizantes, conseguindo assim 17,63% do pessoal votante, representando 29,09% do povo que quer ser governado;

O CDS/PP com 592.064 conseguiu convencer 6,34 % da maralha, e fez uma festa pois isso significou 10,46% da malta que não se consegue governar sozinha;

O BE, que queria o que teve o anterior, ficou com 557.109 representativos de 5,97% da população maior e vacinada, implicando ter de falar por 9,85% dos comodistas;

O PCP-PEV, também conhecido por CDU, ficou com o remanescente ( que me desculpem os outros por não os considerar nestas contas), sendo os 446.174 suficientes para tomar consciência que a sua força eleitoral é de 4,78% dos portugueses, embora sejam 7,88% da tal minoria não vocacionada para governar por conta própria.

Transformadas que foram estas percentagens, em número de deputados eleitos, verificou-se uma situação algo pândega, quando se comparam os actuais resultados, com os de idêntico acto há 4 anos atrás: ganhou o único partido candidato que perdeu .

Teremos por isso uma Assembleia da República mais bem compostinha, e policromática: Azul(21)+Laranja(78) à direita do Rosa e Vermelho(15)+Vermelho (16) à esquerda.

Atendendo que o PS tem sido caracterizado pela esquerda como um partido de direita, com politicas capitalistas, e, quando os ânimos estão mais exaltados, vendidos ao Capital (que nada tem a ver com a ideologia exposta no livro do mesmo nome), fico um muito baralhado, quando essa mesma esquerda vem dizer que o eleitorado votou inequivocamente por uma política de esquerda (seja lá isso o que for), que o PS (talvez por obra de milagre) é um partido de esquerda, quer o sr. Sócrates queira ou não queira, pois mesmo que o fundador do partido, o sr. Mário Soares, tenha metido o socialismo na gaveta, passaram a ser de esquerda sem socialismo teórico(?????) – passaram a ser socialistas práticos!

Mas a realidade é que, mesmo considerando eleitorado apenas aqueles que querem ser governados, temos 99 eleitos à direita da Rosa e 31 à esquerda.

Como é que me querem convencer que foi a esquerda que ganhou as eleições???

Ele há cada um!

MUITO SEI EU !